Archive for the ‘Teorias’ Category

O Lugar dos Sonhos

setembro 24, 2013

Cai num lugar, “Sem-nome-sem-lugar”, o limbo onírico onde sou levado para algum tipo de reflexão ou respostas. A primeira vez que me encontro lá estou com um filósofo de arquétipo da antiguidade, com uma túnica branca como sua barba e cabelo. Ele disse que estava lá por respostas mas me questionava infinitamente dizendo que as encontraria dentro de mim. No final eu que obtive conhecimento…

Na segunda vez me reencontro com o mesmo , mas está acompanhado com um homem semelhante apenas superficialmente, pois estavam discutindo a dias. O segundo pelo que entendi era sofista. Estavam num impasse, então o filósofo me perguntava com quem concordava e por quê. Já o sofista me afirmava que ambos falavam alguma verdade mas que cada um mentia, omitindo a verdade. Mas a que motivo então dizer com quem eu concordava ou não? O convencimento estava além da razão…

Na terceira, estou com uma artista, que tinha dois quadros um pronto e outro sendo pintado, ambos influenciavam o ambiente. Mas sempre no mesmo lugar: num banco de uma praça circular com centro com plantas, envolta de prédios altos e amarelos. Então os quadros apresentavam o conceito mas tinha algo a mais, o sentimento…

Na quarta, com um Xamã, que dançava sem musica ou canção parou e me olhou sabendo da minha preocupação. Me respondeu que estava em transe, com aqueles movimentos mudava de sintonia com o universo ou algo além de seu corpo e entrava em contato com outras energias. Me mostrou outras implicações que envolviam a fauna e flora. Então objetos e seres vivos tinham novos significados…

Na quinta, apareceu um homem elegante e idoso que tinha peças, ferramentas, mecanismos e máquinas ao seu redor. Ele me mostrou sua manipulação com aqueles objetos fazendo-os se encaixarem e funcionarem. Desmontando-os e mostrando cada detalhe daquele conhecimento. Física, engenharia, lógica, e tudo mais, além de mim de ser capaz de lembrar mas sabia como e porque funcionava. Mas ai que terminou com essa demonstração, fez com que desaparecessem os objetos, e distorcia o local onde estávamos. Tive controle do ambiente onírico…

Na sexta e última grande interação com aquele mundo, me percorreu um pequeno calafrio pois vi quase todos os pesadelos mas o escuro é que me perturbava. Aquela ansiedade me torturava prevendo alguma coisa aparecendo de algum lugar naquela nuvem densa de escuridão. No caminhar em vão, não percebendo o chão nem o quanto tempo dessa situação, encontrei um espelho. Então nele fitei os olhos no reflexo dos outros olhos, mas quando me olhei por muito tempo para o espelho, o espelho olhou para mim. E percebi que não era um espelho e coloquei a mão, aquele reflexo me acompanhou em movimento mas eu pude tocá-lo e empurrá-lo para dentro. O espelho retangular com moldura começou a dissipar meu reflexo e a bilhar dentro de si. Soltei o quadro e ele começou a crescer até que o local de escuro não existia mais e sim apenas o branco (também comum esse “espaço” nessa “realidade”). Do inverso do espelho, agora pude ver qualquer ser que achasse que visse. Tive controle dos personagens do onírico e portanto o pleno controle.

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Não existe “Aquecimento Global”

agosto 10, 2013

Por Luis Carlos Molion – UFAL

Canal Livre – Band – 29/7/2013

Canal Livre discute mudanças climáticas (Vídeo)

Quando começou essa ideia sobre o aquecimento global?
O período da crise do petróleo (1976) coincidiu com o aquecimento do oceano atlântico/pacifico, que aumentou consideravelmente a temperatura em 1ºC. Assim como o período mais quente 76-06, ocorreu o aumento da emissão do gás carbônico (CO²).

E o CO² na atmosfera?
Disperso junto com as moléculas de oxigênio e nitrogênio, a atmosfera é bombardeada com a radiação solar que “esquenta” as moléculas que para dispersarem essa energia elas “vibram” ou “giram” e esse movimentos podem colidir com outras moléculas facilitando a dispersão dessa energia “solar” e não esquentam o planeta Terra.

Quem teve desvantagem?
Com o crédito de carbono, a iniciativa fechou a de Chicago e há a tendência da de NY fechar também. A UE foi a que teve maior prejuízo com 200 bilhões de euros em reduções da emissão mas globalmente houve um aumento de 8% e a temperatura global não subiu da mesma forma (nem subiu, esteve estável).

Quem teve vantagem?
Até mesmo as hegemonias petroleiras saem ganhando com a busca de combustíveis alternativos deixam em segundo plano o petróleo. Entretanto nos EUA, com as reservas de xisto que são 3 vezes maiores que a Arábia Saudita (em petróleo), proporcionou o aumento dessa extração desse “combustível” e do gás que preferem usar em termoelétricas que diminuiu as despesas com energia ou seja, se custava 12 dólares por x de MWh, hoje o preço é ¼ disso. Sendo um gás isso reduz a emissão de partículas mas a extração do xisto provoca danos ambientas decorrentes do acúmulo do metano na água tanto em rios como nos lençóis freáticos. Em 2017 poderão exportar.

E o Brasil?
O grande incentivador do bicombustível poderá ter problemas com a extração do petróleo no pré-sal pois se os EUA aumentarem sua extração de xisto e se tornando auto-suficientes, isso significa que não vão comprar petróleo da OPEP e que sendo o maior consumidor farão com que o preço caia, com a queda do preço de 100 dólares pelo barril de petróleo para 60 (exemplo) investir no “pré-sal” é inviável.

E o meio ambiente?
Os humanos são responsáveis por produzirem cerca de 3,5 % de gás carbônico no mundo, ou seja 96,5 % são por causas naturais. Agora estamos no período frio 06-36 após o pequeno período de esfriamento (glacial) global que foi do século XIV até o início do século XX(1920) e do período mais frio do século anterior 1946 até 1976.
As plantas são diretamente influenciadas com a quantidade de CO² na atmosfera e estudos agrícolas indicam que o triplo da quantidade global aumenta em 50% a produção. Hoje a fotossíntese está num dos estágios mais improdutivos e mínimos, se diminuírem mais essa porcentagem (de gás carbônico na atmosfera), as plantas ficam inativas e morrerão. Sempre o início de cada século o período solar é menos intenso.

O desparâmetro de uma crítica leiga

janeiro 7, 2013

O que seria dos filmes europeus com uma referência americana? Uns filmes horríveis que nunca terminam e não tem continuidade eu já ouvi como resposta. É claro que é,  assiste só filmes hollywoodianos e quando assiste um de origem francesa se choca, sim é um choque cultural.

Então como crítica é nula pois não existe uma base que faça entender um visão distinta do cinema. Não é só esse local que temos como exemplo mas foi apenas ilustrativo para mostrar que nem toda opinião tem valor útil.

Uma questão básica é como tecer uma crítica ou opinião a algo novo ou diferente do comum, que referências temos primordialmente do que de nossos pre-conceitos?

Antes da própria ideia já temos um limite do aceitável ou do comum, é fascinante de verdade em saber que temos uma pre-opinião de coisas que ainda nem existem! Não estou falando em sonhos ou ficção científica mas cada um de nós temos uma realidade e que na mente temos uma projeção limitada dela mesma, ou seja, um limite do que nos surpreende dentro da própria realidade que nos condiciona a termos uma mente pós realista que aceita “fantasias” mas nem todas. Então nos racionalizamos o nosso real e colocamos bordas e que acreditamos serem universais e inquebráveis.

Mas escapa algumas realidades e que ate então não estavam previstas, toda aquela montagem de pós realismo mental tem falhas que são invisíveis. Não depende apenas fé mas de até onde pensamos.

Teoria da Banalidade do Mal

dezembro 9, 2012
Hannah Arendt num selo

Hannah Arendt num selo

Na verdade não é uma teoria, achei interessante que fosse, foi um termo usado pela filósofa (teórica política alemã) Hannah Arendt em seu livro Eichmann em Jerusalém em seu subtítulo. O livro descreve as sessões do julgamento de Adolf Eichmann e procurando mostrar a “identidade” por trás do nazista.

Na análise podemos perceber que não fez por “mal” mas pelo trabalho, isso significa que seus esforços e eficiência eram profissionais e não ideológicos ou anti-semita, estava cumprindo ordens dos seus superiores (esses sim perversos). Eichmann segundo Hannah não é um “carrasco” mas ainda é o “concretizador” dos ideais perversos de seus superiores como Hitler, Göring , Himmler, etc…

A premissa da “teoria” é válida apenas para indivíduos submissos à ordens de superiores. Desconsideramos também que a filosofa se referia a banalização da morte pois essa vivencia só ocorreria na década de 90 (duas décadas depois de sua morte) com o excesso de mortes televisionadas fazendo o fato se tornar banal.

Com sorriso para a câmera numa das sessões de seu julgamento em Israel

Com sorriso Eichmann olha para a câmera numa das sessões de seu julgamento em Israel

Mas afinal, quem seria Adolf Eichmann? Basicamente foi sua logística que exterminou de milhões no que chamamos hoje de Holocausto, e em sua época “solução final” (Endlösung), conhecido como o executor-chefe do Terceiro Reich.

Mas definitivamente tudo ocorreu por causa da Conferência de Wannsee, uma reunião que foi a primeira discussão sobre a “solução final” feita por integrantes de cargos superiores nazistas de vários departamentos do Estado discutindo como proceder com a burocracia do Estado Alemão poderia não interferir nesse processo.

Busto de Heydrich em um selo comemorativo

Busto de Heydrich em um selo comemorativo

O responsável pela reunião foi Reinhard Heydrich, apelidado de Protektor pelos seus superiores (como Hitler) após fazer uma carnificina em territórios que conhecemos hoje como Checoslováquia em prol do seu controle, disse o Fuhrer : “Ele foi um dos maiores nazis, um homem com coração de ferro, um dos mais implacáveis inimigos daqueles que se opõem a este Reich” (ou seja ele não faz parte da banalidade do mal).

Simulação da Guerra Nuclear – Ano 2190

novembro 25, 2012

No antigo jogo SimEarth (sim existe) é possível manipular os planetas (Marte, Venus e Terra) com diferentes níveis etc… Até que fiz uma experiência que achei que não teria mas aconteceu: um guerra atômica!

Sim os humanos são realmente “estúpidos” (no jogo é claro), era apenas faltar os recursos de fonte de energia (especialmente as matérias-primas como o urânio ou plutônio) e ironicamente eclodia uma guerra, cidade contra cidade (o jogo distribui a população em cidade então são cidades-estados ou seja independentes). Com esse experimento pude obter alguns dados (em inglês) muito interessantes:

Vamos começar com a Terra antes da guerra, a tabela do relatório:

O mapa global:

Os biomas (a flora):

A fauna:

A atmosfera:

Agora o resultado pós-guerra:

Localizações das explosões:

Sim, são 136 no total de bombas atômicas

Tabela do relatório:

O mapa global:

Os biomas (a flora):

A fauna:

A atmosfera:

Análise

Data: 1990

Confortavelmente, 387 milhões de habitantes, de diferentes níveis tecnológicos do básico (idade do bronze) ao atual na época (e ironicamente) idade atômica, com uma qualidade de vida “miserável”. Os biomas estavam estáveis, uma Terra verde com vários níveis de vida existente (e obviamente sem dinossauros e mega plantas carnívoras) como uma atmosfera adequada para a vida.

Data: 2190 (em 200 anos, 136 bombas nucleares foram lançadas)

Os quase 400 milhões se tornaram apenas 28 milhões (aproximadamente 7% sobreviveu) e a qualidade de vida “melhorou” para “ruim”. Pela guerra ser apenas feita por civilizações com capacidade tecnológicas desejáveis como a atômica, informática ou nano, as civilizações inferiores foram restantes pois se evoluíssem, entrariam em guerra de auto-destruição.

A Terra não era mais tão verde assim, estava dominada por desertos, isso é explicável pois com a destruição de parte dos biomas, faltava a formação de árvores e seu ciclo de absorção de CO² e formação de O² e para amenizar a temperatura. As explosões extinguiam a vida (de todos os seres terrestres [exceto humanos] e grande parte marinha, onde basicamente sobreviveram os seres unicelulares) e com os gases super-aquecidos lançavam para fora da atmosfera, aumentando também a temperatura e diminuía a densidade do ar, tornando-a frágil.

O primeiro fenômeno que acredito que ocorreria seria o “Verão Nuclear” pois teríamos uma atmosfera muito aquecida em detrimentos de múltiplas explosões, e a ampliação de desertos no planeta, ambas aceleradas pelo efeito estufa e não do “enxofre”* como no segundo fenômeno. A terra infértil pelo calor e o fim da vida.

* O elemento é capaz de reter calor e produzir condições “frias” como em erupções vulcânicas assim como chuvas ácidas.

O segundo e mais “plausível” (mas que discordo como inicial), o “Inverno Nuclear” (teorizado na década de 1980 por Vladimir Valentinovich Alexandrov) que baseado em desastres de grande escala como em erupções vulcânicas, colisões de asteroides e incêndios florestais. A terra infértil pelo frio, o fim.

Sindicato Fascista?

novembro 25, 2012

No gibi “Sindicato em ação” relacionado ao sindicato dos metalúrgicos e patrocinado pela Força Sindical, uma das edições (exatamente a nº 1 de novembro de 2011) com o título “A união faz a força” no final da história em quadrinhos apresenta de forma fascista sua posição. Propositadamente ou subliminarmente ou até mesmo sem querer apresenta um símbolo fascista: o fasce.

A seguir os trechos do gibi (clique para ampliar):

De fasces, é um símbolo de origem etrusca, usado pelo Império Romano, associado ao poder e à autoridade.

Um fasce romano

Modernamente, foi incorporado pelo regime fascista italiano. No final do século XIX, os fasci eram grupos políticos e paramilitares que constituíram a base do movimento fascista.

Bandeira do chefe de governo do Reino de Itália ou seja de Benito Mussolini

Simples assim para Schopenhauer

setembro 28, 2012

“O meio mais seguro para não possuir nenhum pensamento próprio é pegar um livro nas mãos a cada minuto livre.”

Schopenhauer acreditava que para ser um erudito, não bastava ter os melhores livros em sua biblioteca pessoal e apenas lê-los, precisaria fazer um estudo com aquele material para formarmos nossas idéias ou seja; absorver o conteúdo e refletir, aprofundando nossos conhecimentos.

Mas difere entre uma pessoa culta de um filósofo por exemplo, pois seriam outros tipos de “livros”, usando o termo figurado para representar a visão particular do mundo e os descrevendo “metalinguísticamente” (“o mundo para o mundo”).

Posteriormente ao filósofo, com os interesses nas teorias da comunicação uma delas baseada na Escola de Frankfurt iria mostrar os pontos negativos da mídia de massa (jornal, radio, cinema e TV) como a alienação. Entretanto nesse contexto atual, apenas ler um livro não lhe deixará menos alienado.

Então, não se limite a apenas ler um livro…

Paradoxo do Humilde

julho 30, 2012

Sabendo de sua vida em todos os aspectos, um dia (ou até mesmo agora lendo este texto) parará para pensar sobre honestidade e humildade de outras pessoas ou situações até que todo esse exercício lhe fará voltar para si e se questionará sobre suas atitudes e hábitos trazendo à tona a pergunta: sou humilde? Com esta auto-analise você pode ter 2 conclusões: que não ou que sim. Respondendo negativamente, estará sendo convicto com suas concepções da vida e escapando (na minha perspectiva) do paradoxo, por quê? Vejamos, ao concluir que é humilde, passará em suas avaliação que você se distingue dos outros e que por vangloriar esta constatação; dando maior importância a esse fato, se torna o oposto. Com isso, perde a humildade de “estar” e passa a não “ser” modesto por sua analise que segundo suas convicções seria positivo ter esta caracteriza mas ao parar para argumentar ou melhor, pensar sobre este fato, seu intuito não é mais “humilde” de fato. Então, você é humilde?

Não, de forma alguma após ler o texto acima automaticamente você se torna arrogante, é apenas um exercício de auto-estima, convicção e de moral, pois há vários tipos de explicações do “ser” humilde. O paradoxo não é universal por esta razão, apenas se restringe ao pensamento e não ao estilo de vida.

A essência de debater e não de discutir

julho 30, 2012

Uma das questões expostas por minha ex-prof. de filosofia foi à questão do hábito de debater. Seria um exemplo muito sadio se não fosse o fato que as pessoas não sabem argumentar. Por esta razão as pessoas que tem opiniões “opostas” e com a falta de fontes e raciocínio próprio tendem a se tornarem “mentes fechadas” a novas perspectivas são rechaçadas apenas aceitando aquela que anteriormente foi tornada “indiscutível e inegável” assim como suas novas opiniões.

Mas sobrou um ponto negado: o ato de “brisar”. Será possível a ocupação em não pensar? De alcançarmos um nível de concentração/meditação que não nos interferimos por novos pensamentos? E talvez este branco nos faça refletir mais que qualquer reflexão ou imaginação?

Estas foram minhas indagações que satirizadas, o ato nem foi cogitado como real pois como o ser humano simplesmente para de pensar? Eu poderia estar equivocado em minha “hipótese” pois eu não sou um conhecedor de neurologia para descrever os sistemas cerebrais tais como os estímulos e sentidos captados, processados e descodificados então, por onde começar?

Estamos conscientes de todos os pensamentos/ações?  Não, parte deles os semi-conscientes (respirar por exemplo) ficam responsáveis também pelo cerebelo. E os inconscientes (como o sonho e as batidas do coração) portanto não os controlamos. A parte em que temos consciência, da imaginação, reflexão, etc; também pode ser omitida então se este procedimento ocorrer, estaríamos “alienando” a mente, deixando num estado aparentemente imóvel ou seja a “brisa”. Também por causa desse vazio, estaria dando chance a novos pensamentos que aproveitam a condição da mente, omitiria a sensação de suas percepções, como Sócrates fazia, até mesmo nevando ficava parado por horas meditando.Então está é minha curta explicação sobre a ação de “brisar”.

Idolatria ao Idiotismo

junho 27, 2012

Quem é mais “idiota”: O tolo ou aquele que o segue?

Não sei se vou conseguir sintetizar em apenas um texto os vários desdobramentos sobre o tema. Por exemplo: eventualmente ao usar o termo (mais que merecedor de um post) não posso apenas utilizá-lo como forma pejorativa relacionado a algo que particularmente não gosto, limitaria muito a idéia. É muito fácil a criação de uma relação entre aquilo que não aprecio com um adjetivo negativo, esse artifício é comum porém não convém com a totalidade, apenas se refere a um pedaço. Sempre esquecemos dos antecedentes e daqueles que apóiam, mas como eu em pleno gozo de minha lucidez pude fazer o discernimento e em seguida julgar algo como “idiota”, admitindo um grande número de pessoas que podem dizer o contrário.

Então estando ciente da forma da opinião ser moldada pela perspectiva e conhecimentos, se torna claro que não sou o único capaz de praticá-lo porém estaremos deparados com infinitas formas de chegar na mesma conclusão e também de discordá-la. É realmente chato quando uma conversa se transforma em uma briga de argumentos para descobrir quem está “certo”. Felizmente não se ganham prêmios para quem está “mais correto”, pois isso é insignificante comparado ao que está por de trás dos argumentos: a razão ou emoção?

Independente da escolha, cada qual tem um tipo de influência que afeta tanto o locutor como seu interlocutor, não preciso dar exemplos nem colocá-los em uma balança para demonstrar qual tem um peso mais significativo para a “vitória” mas justamente isso é o problema: de não interessar a “busca da verdade” apenas no zelo do título pseudo-intelectual; de que sabe falar mais, melhor com vários sinônimos e palavras desconhecidas do público comum isso só para deixar tudo mais confuso, numa tentativa de inibir o “adversário” a contra-argumentar.

O Apoio

Disso me faz lembrar do conflito “antigo” (até hoje existe apenas com outro nome) entre os filósofos e sofistas. Parece simples qual “lado” escolher mas em seus debates, não carregariam etiquetas denotando qual seriam suas formações (filosófica/sofistica), o que mostra também uma “deficiência” (não exatamente esta palavra) humana: de não conseguimos acompanhá-los em suas linhas de raciocínio. Então nós incapazes de compreender a totalidade de seus argumentos e muito pior quando prolixos, onde nos baseamos?

Ai que entramos num dos pontos, quando nem os argumentos são “suficientes” para defendermos algo, nos baseamos em fatores que não tem absolutamente nada a ver com o debate ou o contexto.  Os exemplos são milhares, brotam em todos os cantos, entretanto não colocarei nenhum aqui, pois não são importantes. O que é relevante é o dito-cujo de peito inflado, dizendo (ou batendo, outra forma “clássica”) que “eu estou certo e você está errado” sem argumentos é claro. Irônico até acharem dispensáveis de argumentos já que não “precisam”, seus outros fatores tem um peso muito maior, não é mesmo?

Infelizmente o termo “fator” parece vago, vou exemplificar: este ano em que votaremos em pessoas para cargos políticos, uma das melhores formas de escolha seria através da declaração de bens onde são obrigados a publicar e facilmente percebemos quem tem “mansões” que não são compatíveis com suas rendas. Todavia, alguns eleitores encontraram novos fatores, dentre eles você pode imaginar algo relacionado ao partido, a idade, beleza mas convenhamos, o importante não consta nesse fatores mas muitos escolhem a partir deles.

A Defesa

Após a escolha, descendo de um muro que muitos gostam de estar como se fosse um camarote, aproveitando o exemplo anterior; sem os ditos argumentos de quem apóia, estará usando uma base menos confiável e concreta (a opinião) que tem como alicerce um “fator”. Sim a opinião também é falha, pois não está defendo a verdade, nem a ideologia (ainda) apenas um individuo, inflando o peitoril para dizer absolutamente nada; “sim, eu gosto dele/a”, isso é humano, encontrou algo dentro de outro igual e solidariamente o difere dos outros, depois o aprecia e finalmente o apóia. Mas, também é humana sua fé, tal como o fenômeno de “fãs” trazendo em um estágio que conhecemos de fanatismo; a idolatria. Esse é outro ponto, partindo da cegueira da lucidez, as pessoas fazem às vezes o “impensável”. Sumariamente, não tem jeito, fanatismo não pensa.

A defesa também pode ser feita com um ataque, não preciso dizer muito sobre, apenas seria o inverso de suas defesas, se sem argumentos para o próprio apóio são feitos, o que sobraria em seus ataques?

Ideologia

O fanatismo anteriormente mencionado não pode ser apenas relacionado com a ignorância das pessoas. Precisa de “alguém” para pensar por elas que também será influenciado pelo extremismo. Sempre vai existir o “apelo à autoridade” que é estúpido: um fanático continua o mesmo apenas com um destaque, muitas vezes são o que chamam de “intelectuais”. Então este ser passa anos num curso superior, possivelmente vai além com um mestrado ou doutorado para “defender” o mesmo que os leigos o fazem. Pode mudar muito as opiniões, mas infelizmente este fator é forte quiçá dominante.

O pseudo-filósofo

Agora vou complicar mais um pouco quando se usa a filosofia. Aproveitando que a pessoa trabalhe na área, haverá a hierarquia de professor-aluno, o método de ensino, os conteúdos abordados são pessoais ao educador (que desde sempre digo existir a falha na instituição educacional) então, sendo pessoais se baseiam em opinião que são menos “confiáveis” e simplistas (sim o educador não pode ensinar “tudo”), limitados pelo próprio ensino que o bacharelou, está limitado em seus conhecimentos e limitará também para lecionar. Pergunte a um professor o que é um sofista, verá que nenhum irá responder que seria um “ensaio’ de professor; este é o termo não-pejorativo pois eles ensinavam na antiguidade porém limitavam os alunos de inúmeras formas para não serem superados pelos estudante e será que hoje não existe?

Compreendido o ciclo vicioso educacional, quando um fanático se torna um “filósofo” o que acontece?  Se ausente de argumentos, este individuo terá a ousadia de “criá-los” desde um mero paralogismo até o sofismo.  Então, torna um fator (opinião) em “razão” que implica com a verdade. Como acabar com isso? Quebrando o ciclo que infelizmente é pessoal (irônico). O herói estará se deparando com absurdos que preferirá sair em busca da verdade sozinho ou seja não se baseará apenas no ensino com também irá expandi-lo. O herói será um filósofo de fato; que não está interessado em defender pessoas mas em expandir os conhecimentos em busca da sabedoria que diluirá os sofismos e desmitificando os pseudo-filósofos.

Exemplo: o atrito entre Schopenhauer e Hegel.

As Gerações

Não poderia esquecer que na sociedade existe diversas formas de criar os “pimpolhos”, com ou sem dogmas, teístas ou ateus não importa muito o problema que se detecta é uma “memória histórica” que os pais tentam impregnar nas crianças, fazendo elas “viverem” um passado que nunca tiveram ou seja; um mundo paralelo. É possível nessa “carga” serem acrescentado algum tipo de “emoção” que será refletido em seu molde. Todos os pais criam seus filhos a partir de um molde pré-estabelecido pela sociedade que se por acaso isso não ocorra, será marginalizado e excluído pela mesma.

Um desvio óbvio que está acontecendo foi a “desilusão” paternal sobre seus passados, possivelmente pode ter ocorrido de duas formas na mesma época( Guerra Fria / Ditadura Militar): dos avós cercarem a “liberdade” dos futuros pais ou que os pais sentiram um mundo muito “limitante” e que não queriam que ocorresse com seus filhos então, tiveram a idéia de “dar” liberdade total, o que em minha ótica isso significa que os pais se prenderam novamente e seus filhos os consideram como “bancos ou escravos”, o que é essa liberdade a final?

É muito difícil eu dizer  já que não comprei o passado anterior a minha existência para “vivê-lo” mas isso não significa que não existe porém o ambiente não é mais o mesmo então os dito-cujo pais não perceberam a “pequena” mudança da democracia? Estariam então fazendo muito mais que o necessário, dando privilégios aos filhos que jamais tiveram para que? Ah sim, a liberdade, fico admirado pelo ideal construído pelos homens mas para mim é estranha, se imagina como o ápice: pessoas fazendo várias coisas que queriam fazer felizes sem interferências mas, suas escolhas não lhe prendem a tarefas que gostam, que as fazem prisioneiras ao próprio prazer?

A busca da “felicidade” é simplesmente ditada apenas pelo prazer? Este parece o pensamento jovial que o vicia em seus sonhos superficiais, pois a felicidade é passageira, não é fixa a pontos que interligam as pessoas então não só disso a pessoa consegue “viver” então não é que voltamos à ditadura?

Mídia

Ela tem um papel muito importante desde informar à desinformar. É a cultura que aparece por trás da tela e do som. Infelizmente se percebeu com os pontos de audiências que no Brasil cultura é: reality shows, futebol, bundas e peitos. Então houve a revolta, contrariando a própria vontade de assistir a TV muitos decidiram nem chegar perto, usaram o bordão: “ desligue e a TV e leia um livro”. Pois bem, parece não ter surtido o efeito desejado já que os próprios manifestantes não conseguem se desgrudar do televisor de plasma (outra indicação que a mídia venceu).

Como consta no post “Industria Cultural”, vai ser difícil controlar todos as classes do país então a TV fechada seria uma das opções ( que não se compara com a internet) tanto que estão alimentando agora com programas “nacionais”e vamos ver se a idealização governamental funciona.

Prosumer

Significa algo maior que a situação da sociedade (não apenas brasileira) está “sofrendo” com a “Nova Mídia” acompanhada da “contra-reforma” de suas antecessoras tentando controlar seus públicos (o que evidentemente não está surtindo efeito). Infelizmente até a inovação apresenta “recaídas” (ninguém se esquece dos anúncios atrapalhando nosso lazer) não muito grave apenas detalhes que acredito passageiros. Não posso dizer que é uma revolução (gostaria) mas ainda falta muito trabalho. A sociedade não mudou, está trazendo a tradição anterior para novos cômodos o que em minha opinião isso não é bom, pois existe uma nova platéia que simplesmente ignora e volta para seus interesses. Então quem está querendo faturar nesse meio não precisa pensar, a audiência vai mostrar os seus números (e eventuais comentários).

Ainda no mesmo enredo, porém numa ótica nacional:  apesar dessa cultura ser importada dos norte-americanos, muitos tentam reproduzir aquilo como se fosse algo “bom” o empecilho é simplesmente que nós não somos da terra do tio Sam então não estamos acostumados com as novas atitudes assim como a nova  “webetiqueta”

Resultado: Alienação

Com certeza é  um caminho que será traçado por aqueles que caíram nas armadilhas citadas acima dentre muitas outras que infelizmente não mencionei, tentei enxugar o máximo possível, pois sabia que o texto seria muito longo e ai está uma base para futuros pensamento e teses, talvez necessite de alguns reparos.