Posts Tagged ‘Dilma’

Não sou mais presidente

agosto 10, 2013

O artigo prolixo de Lula A mensagem da juventude brasileira não me engana mas não quer lembrar que ele já foi presidente antecessor de Dilma por oito anos. De que os problemas (já existentes) foram expostos nas manifestações.

Eu tenho certeza que ele estaria querendo dizer que nós estávamos “cuspindo no prato que comemos” sobre o ótimo governo lá enaltecido e que desvalorizava os “jovens” de agora porque não participaram (impossível) da ditadura militar e das crises das décadas de 80 e 90 (novamente impossível nossa participação) como se fossemos obrigados a fazer uma ”rito de passagem” para depois protestar, como se ele pediu permissão quando ele protestava…

Depois dessa entrevista, Dilma confirmou o que já se sabia: que Lula ainda está no poder. Então é por isso que não vejo muita validade nos artigos de Lula, ele fala como se fosse um mero observador, o que não é a realidade.

Um gancho: o governador Sergio Cabral no dia 18 de julho por volta das 1 hora da manhã propõe reunião urgente sobre segurança nas manifestações (claro o problema bateu na sua porta e perdeu até o sono!). Mas como já se sabia, não existem “manuais”…

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A Mensagem da Juventude Brasileira

julho 19, 2013

NYlula

Artigo de Lula traduzido, integral “The Message of Brazil’s Youth” do NYT

São Paulo – Os jovens, os dedos rápidos em seus celulares, tomaram as ruas ao redor do mundo.

Parece mais fácil de explicar esses protestos quando ocorrem em países não democráticos, como no Egito e na Tunísia em 2011, ou em países onde a crise econômica aumentou o número de jovens desempregados assustadoramente altos, como na Espanha e na Grécia, que quando eles surgem em países com governos democráticos populares – como o Brasil, onde atualmente gozam as menores taxas de desemprego da nossa história e uma expansão sem precedentes dos direitos econômicos e sociais.

Muitos analistas atribuem recentes protestos a uma rejeição da política. Eu acho que é precisamente o oposto: Eles refletem um esforço para aumentar o alcance da democracia, para incentivar as pessoas a participar mais plenamente.
Eu só posso falar com autoridade sobre o meu país, o Brasil, onde eu acho que as manifestações são em grande parte o resultado de sucessos sociais, econômicas e políticos. Na última década, o Brasil dobrou o número de estudantes universitários, muitos de famílias pobres. Nós reduzimos drasticamente a pobreza e a desigualdade. Estas são conquistas importantes, no entanto, é completamente natural que os jovens, especialmente aqueles que estão a obtenção de coisas que seus pais nunca tiveram, devem desejar mais.

Estes jovens não viveram a repressão da ditadura militar nas décadas de 1960 e 1970. Eles não viveram durante a inflação dos anos 1980, quando a primeira coisa que fizemos quando recebemos nossos salários foi correr para o supermercado e comprar tudo o que fosse possível antes dos preços subirem novamente no dia seguinte. Lembram-se muito pouco sobre a década de 1990, quando a estagnação e o desemprego deprimido nosso país. Eles querem mais.

É compreensível que assim seja. Eles querem que as qualidades dos serviços públicos melhorem. Milhões de brasileiros, incluindo os da classe média emergente, compraram seus primeiros carros e começaram a viajar de avião. Agora, o transporte público deve ser eficiente, tornando a vida nas grandes cidades menos difícil.

As preocupações dos jovens não são apenas material. Eles querem maior acesso ao lazer e atividades culturais. Mas acima de tudo, eles exigem instituições políticas sejam mais limpas e mais transparentes, sem as distorções do sistema anacrônico político e eleitoral do Brasil, que recentemente se tem mostrado incapaz de gerir a reforma. A legitimidade dessas demandas não pode ser negadas, mesmo que sejam impossível encontrá-los rapidamente. É preciso primeiro encontrar recursos, estabelecer metas e definir prazos.

A democracia não tem compromisso para se silenciar. Uma sociedade democrática está sempre em fluxo, debater e definir as suas prioridades e desafios, em constante desejo de novas conquistas. Apenas em uma democracia pode ser um índio eleito presidente da Bolívia, e um Africano-Americano ser eleito presidente dos Estados Unidos. Apenas em uma democracia poderia um metalúrgico e uma mulher serem eleitos presidentes do Brasil.

A história mostra que, quando os partidos políticos são silenciados, e as soluções são procuradas pela força, os resultados são desastrosos: as guerras, as ditaduras e a perseguição das minorias. Sem partidos políticos não pode haver uma verdadeira democracia. Mas as pessoas simplesmente não querem votar a cada quatro anos. Eles querem interação diária com os governos locais e nacionais, e participar na definição de políticas públicas, oferecendo opiniões sobre as decisões que os afetam cada dia.
Em suma, eles querem ser ouvidos. Isso cria um enorme desafio para os líderes políticos. Ele exige as melhores formas de engajamento, através da mídia social, no trabalho e nos campi, reforçando a interação com grupos de trabalhadores e líderes da comunidade, mas também com os chamados setores desorganizados, cujos desejos e necessidades não devem ser menos respeitado por falta de organização .

Tem-se dito, e com razão, que enquanto a sociedade entrou na era digital, a política permaneceu no analógico. Se as instituições democráticas utilizarem as novas tecnologias de comunicação como instrumentos de diálogo, e não por mera propaganda, eles iriam respirar ar fresco em suas operações. E isso seria mais eficaz trazê-los em sintonia com todas as partes da sociedade.

Mesmo o Partido dos Trabalhadores, que ajudou a fundar e que tem contribuído muito para modernizar e democratizar a política no Brasil, precisa de profunda renovação. É preciso recuperar suas ligações diárias com os movimentos sociais e oferecer novas soluções para novos problemas, e fazer as duas coisas sem tratar os jovens paternalista.
A boa notícia é que os jovens não são conformistas, apático ou indiferente à vida pública. Mesmo aqueles que pensam que odeiam a política estão começando a participar. Quando eu tinha essa idade, eu nunca imaginei que me tornaria um militante político. No entanto, acabamos de criar um partido político e quando descobrimos que o Congresso Nacional praticamente não tinha representantes da classe trabalhadora. Através da política que conseguimos restaurar a democracia, consolidar a estabilidade econômica e criar milhões de empregos.

É evidente que ainda há muito a se fazer. É uma boa notícia que os nossos jovens querem lutar para garantir que a mudança social continua em um ritmo mais intenso.
A outra boa notícia é que a presidenta Dilma Rousseff propôs um plebiscito para realizar as reformas políticas que são tão necessárias. Ela também propôs um compromisso nacional para a educação, saúde e transporte público, em que o governo federal iria fornecer apoio técnico e financeiro substancial para estados e municípios.
Ao conversar com jovens líderes no Brasil e em outros lugares, eu gostaria de dizer-lhes o seguinte: Mesmo quando você está desanimado com tudo e com todos, não desista na política. Participe! Se você não encontrar em outros, o político que você procura, você pode achá-la em si mesmo.

Occupy All Brazil

junho 25, 2013

Occupy-Verde-Amarelo

(Aproveitando a alusão de Wall Street por motivos análogos)

Este texto foi uma mistura de discursos, resumos de colóquios e conjecturas que partiram das ruas para nossas casas e enfim num papel.

As manifestações finalmente fazem o coração brasileiro bater mais forte além do que os jogos de futebol, nessas curtas semanas de junho as manifestações se multiplicam por todo país e ao mundo também, solidariamente. Quantos de nós se emocionaram ao saber que aquele estereótipo do brasileiro tem sido quebrado a cada protesto? A última gota d’água transbordou o copo… Não há como sustentar a ideia de que só estão questionando as tarifas, mas sim há mais ampla insatisfação que se imagina (ou o que a mídia não consegue mostrar);

[tópicos] as (1) altas tarifas(ok), (2) contra os mega investimentos esportivos (para a Copa do mundo, Olimpíadas, etc),(3) contra a corrupção e impunidade, contra (4) repressão policial, (5) contra a censura/manipulação midiática, (6) contra a PEC 33, 37(ok) e 99,(7) direito de protestar,(8) protestos pedindo melhorias em setores deficitários como na saúde, educação, transporte (dentre outras áreas).

Críticas ao ativismo revolucionário (pró-violência): não é momento adequado pois ainda temos recursos para dialogar com o governo e que eles mudem alguma. Além disso, a violência está muito distante da realidade, muitas tarifas de regiões do Brasil já foram reduzidas (a última a de SP). Também se seguimos uma ordem de manifestações as pacificas e populares e partidárias são as primeiras a ocorrer depois ocorrerá à adesão de sindicatos e posteriormente greves gerais. Se o governo ainda optar em não reagir, ai sim depois de semanas de manifestações, boicotes, etc…o uso da violências mas, não será voltada ao povo ou a policia(que é apenas o braço repressor/controle) mas aos nossos representantes, aos políticos que se esqueceram do seu ofício, ou seja, danos à propriedades publicas e privadas afeta bem menos do que um dano “político”.

Críticas à repressão policial: nas primeiras manifestações e isso volto muito no tempo, em 2004/5 que com a pouca adesão da população apenas os grupos como a Revolta do Buzú e a própria MPL (Movimento Passe Livre) que se originou dessas manifestações que estavam lá e em pouco numero foi fácil o controle dos polícias e de demasiada violência. Não foi diferente nas primeiras manifestações de junho de 2013, bombas de efeito moral, spray de pimenta, gás de lacrimogêneo e balas de borracha eram suas respostas. Na mídias em primeira mão foi entendido essa forte resposta pois supostamente os manifestantes estavam sendo “vândalos”, “baderneiros”, “vagabundos”. Porém posteriormente vários repórteres foram feridos e os veículos de comunicação não poderiam manter o mesmo discurso senão estaria afirmando que seus próprios funcionários eram “bandidos”. A força policial abusou de seu poder, foi necessário o inicio de apurações e sindicâncias além da proibição (sic) das balas de borracha.

Aos manifestantes partidários ‘presentes’: é claro que todos estão convidados aos protestos mas temos que lembrar que o movimento é apartidário, entendemos seu apoio mas não o levante de bandeiras. Muitos de vocês fazem parte das militâncias, células bases desses partidos mas acredito que essa hierarquia está muita verticalizada para a representação de seu partido aqui, estamos juntos à a uma representação da democracia direta que saímos as ruas pois os representantes (em sua maioria) não estão presentes e poucos carregam suas bandeiras na mãos (talvez na camisa). Pensem que quem faz o partido é a militância mas quem faz as manifestações são todos.

O primeiro discurso da presidente foi muito fraco e dos governadores deprimente. Dilma se esqueceu que não é como Lula que só comenta e se esquece que ela é a nossa máxima representação, discursar não mas agir. Já os governadores vão anotar nossas reclamações mas perai, se estamos protestando por isso, isso não é novidade alguma, não sabiam?

Depois no segundo discurso pelo menos foi lançado algo mais concreto do que suas limitações políticas e econômicas não puderam fazer antes, os pactos e a possibilidade dos plebiscitos.

Ronaldo Fenômeno disse que “não se faz copa do mundo com hospitais” ridículo esse comentário mas vamos entender o porquê. Os ingressos para área Vip da copas das confederações não conseguiram vender de inicio para o publico europeu, assim vou chamado o “embaixador” para convencer alguém de lá a comprar, lembrando que estão passando por um crise enorme e há altos índices dívidas e desemprego.

E Joseph Blatter disse dentre outras; “Junto com os estádios há outras construções: rodovias, hoteis, aeroportos… São itens do legado para o futuro. Não é apenas para a Copa do Mundo.” Muita ingenuidade Sr. Blatter… Construímos apenas estádios para o nosso legado o resto citado é “reaproveitado” e também a qualidade que é reduzida.

Também disse Pelé; “Vamos esquecer todas essas manifestações e vamos apoiar a seleção.” Como ele é rei, por que se preocupar com os problemas da plebe?

Otimistas, acomodados ou desinformados?

junho 8, 2013

economia-brasileira-2013

“Segundo o estudo, 88% dos entrevistados no Brasil disseram que a situação econômica vai melhorar no período de um ano.”

“Ela [a ministra do Planejamento, Orçamento e Gestão, Miriam Belchior] disse acreditar que a meta do governo de crescimento de 3,5% do PIB (Produto Interno Bruto) para este ano pode ser cumprida.”

Fonte: Brasileiros são os mais otimistas com economia 

Reflexos: Aprovação do governo Dilma cai pela primeira vez

Será que a frase positivista da bandeira terá de mudar para “Ordem e Regresso”?

Aos poucos o Brasil vai parando, o PIB cai e a inflação sobe, estão morrendo as opções viáveis que não afetariam as bases do governo. A recessão será bem lenta, o povo não poderá pagar todo o preço, mesmo se o Banco Central subir os juros para segurar a inflação, é preciso mexer num ponto que o governo nunca mexeu: nas despesas desse emparelhamento de Estado. Essa máquina de quase 40 ministérios não poderá ficar intocável, terão que cortar. Mas parece que o capitão vai ter que morrer junto com o navio afundando.

Para Dilma continuar a bordo, terá que resolver esses pontos citados (inflação, juros e cortes) para voltar no mapa de “expansão” brasileira.

Não é bem assim: Walter Estevam Junior

junho 23, 2012

Aproveitando o “bordão” de Carlos Brickmann para desmistificar alguns pontos que não fazem parte da realidade aliás, com a carência de informações, que na matéria foi necessária até uma previsão onde o futuro de São Caetano nem é da cidade propriamente dita, essa invenção de crises e de conflitos é grotesca, infelizmente para alguns é difícil dizer o que esta vendo, optando por uma abordagem menos correta e sem alicerces. Essa atrocidade aconteceu no jornal “Repórter ABC” no artigo “Futuro aberto e incerto em S. Caetano

As desinformações da “dificuldade” de escolha de candidatos a prefeito e vice assim como os conflitos “internos” da chapa nunca existiram até mesmo antes da pré-candidatura já estávamos cientes dos candidatos e não existia “concorrência” (onde nem foi mencionada ou seja, apenas ele, Walter Jr, admitiu ter).

Sobre a “coragem” de Dilma, sobre os juros, o Estado tem conseqüência já que o próprio terá prejuízo com a diminuição dos mesmos e prejudicará a gestão “Panis et Circense ” do PT, resumindo mais dividas internas mais juros (cada vez maior).

“Seja ela ou qualquer outro (a), podemos ter certeza que quem assumir o Palácio da Cerâmica terá pela primeira vez também, grandes dificuldades financeiras e políticas para administrar a São Caetano das alturas.” Perdão pela palavra mas, que “cazzo” que é isso? “dificuldades financeiras e políticas”? Desculpe isso é para lá de “Bagdá” e mais uma vez, sem dados para endossar a matéria, me deixa até curioso de onde tirar tantas besteiras.