Archive for janeiro \09\UTC 2013

Excerto do Ensaio do Pensamento

janeiro 9, 2013

Um local de pensamento não aquele com um silêncio que perturba mas que tenha um som repetitivo como um mantra assim como o tempo marcado pelo relógio. Não há necessidade nenhuma em contar tempo, apenas acompanhar o mantra que talvez afete a frequência cerebral, induzindo num estado que chamo de “orgasmo intelectual”.

Eu acho que estive enganado quase minha vida toda em acreditar que o silêncio seria a chave do “mais-pensar” mas a verdade estava num metrônomo que era nosso próprio coração, que dita velocidade e frequência e quanto mais bombear, melhor. Entretanto entrará em estado eufórico e de medo pois não poderá se acalmar tão facilmente.

Então quando os antigos diziam que o coração é alma dos poetas eles não estavam falando de uma fonte emocional, mas o segundo órgão “racional”, um mal entendido que dura a milênios…

metronomo

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O desparâmetro de uma crítica leiga

janeiro 7, 2013

O que seria dos filmes europeus com uma referência americana? Uns filmes horríveis que nunca terminam e não tem continuidade eu já ouvi como resposta. É claro que é,  assiste só filmes hollywoodianos e quando assiste um de origem francesa se choca, sim é um choque cultural.

Então como crítica é nula pois não existe uma base que faça entender um visão distinta do cinema. Não é só esse local que temos como exemplo mas foi apenas ilustrativo para mostrar que nem toda opinião tem valor útil.

Uma questão básica é como tecer uma crítica ou opinião a algo novo ou diferente do comum, que referências temos primordialmente do que de nossos pre-conceitos?

Antes da própria ideia já temos um limite do aceitável ou do comum, é fascinante de verdade em saber que temos uma pre-opinião de coisas que ainda nem existem! Não estou falando em sonhos ou ficção científica mas cada um de nós temos uma realidade e que na mente temos uma projeção limitada dela mesma, ou seja, um limite do que nos surpreende dentro da própria realidade que nos condiciona a termos uma mente pós realista que aceita “fantasias” mas nem todas. Então nos racionalizamos o nosso real e colocamos bordas e que acreditamos serem universais e inquebráveis.

Mas escapa algumas realidades e que ate então não estavam previstas, toda aquela montagem de pós realismo mental tem falhas que são invisíveis. Não depende apenas fé mas de até onde pensamos.