Archive for agosto \25\UTC 2013

É uma cilada Bino!

agosto 25, 2013

*Frase proferida no seriado “Carga Pesada” com personagens caminhoneiros Pedro e Bino

A Era Juscelino Kubitschek foi um marco na industrialização do Brasil, por parte da entrada de empresas estrangeiras, de pólos industriais que tinham benefícios fiscais para as indústrias se fixarem nessas regiões e facilitando o adensamento populacional e sua urbanização. Também nessa época foi privilegiado o transporte de caminhões, formando uma grande teia de rodovias tentando ligar todas as regiões desse imenso país.

Recentemente essa escolha crucial se mostra cada vez mais problemática. Em princípio foi para incentivar a indústria automobilística a se fixar e produzir numa escala muito satisfatória (que é compatível até hoje). Todavia, esse sistema de transporte é em curto e médio prazo mais eficiente e barato (custo de implantação) do que os outros, entretanto, esse sistema foi superestimado, valorizado e beneficiado, inibindo os outros. Hoje estamos sofrendo deficiências no fluxo rodoviário e em sua logística. Empresas desse ramo não conseguem lidar com a alta tecnologia nos caminhões e na capacitação de profissionais além de pagarem salários justos. A escolha que está sendo tomada é de reduzir a frota e terceirizar a função.

Ao invés de investir na empresa e lidarem com a responsabilidade total do transporte, contratam caminhoneiros autônomos que ficam responsáveis pelo transporte e custos inerentes da operação. Pela logística falha, é reduzido o tempo de entrega do produto que forçam os caminhoneiros a viajarem sem o devido descanso e alimentação, fazendo com que usem drogas estimulantes (os populares “rebites”) para que passem mais tempo na estrada, que inevitavelmente podem causar acidentes. O caminhoneiro não tem um trabalho “saudável” pois sendo terceirizado tem seu próprio caminhão e pela carga, ganha pouco, dorme quase nada e se alimenta mal.

Hoje a indústria automobilista assim como outras indústrias estão reduzindo a mão-de-obra devido a terceirização e melhoras nos equipamentos que absorvem menos trabalhadores, o que chamamos de desindustrialização. Esse setor não é mais o centro de demanda de funcionários (ainda que hoje tenham muitos colaboradores) essa quantidade tende a se reduzir.

O sindicato teve um grande papel nos direitos trabalhistas melhorando as condições e salários dos operários mas os empresários não vêem com bons olhos a tendência desse controle sindical sobre os trabalhadores, de usarem de métodos prejudiciais de negociação como as paralisações e greves.

A desindustrialização também tem outra consequencia como à descentralização industrial que busca melhores benefícios fiscais e lugares estratégicos (fácil acesso, mão-de-obra barata) para se fixarem, assim como o distanciamento de um sindicato organizado central.

Os portos também sofrem com esses reflexos, antes com o anarco-sindicalismo portuário (década de 20), hoje com os sindicatos centralizados, o custo é alto e os investimentos privados/públicos de infraestrutura (como uma ampliação) ou a abertura de novos portos não são correspondentes com a realidade, tanto que num caso específico a China cancelou a importação de soja do Brasil pois a demora do congestionamento de caminhões que estavam indo para o porto de Santos ultrapassou o tempo limite, revelando uma das deficiências “comuns” desse sistema.

Em suma um assunto muito amplo, rico em variáveis que ficaríamos discutindo horas ou dias seus fatores. E se perguntado ao governo federal, o que está sendo feito ele dirá que está preocupado e que estão fazendo os investimentos necessários ( estamos ouvindo isso à décadas sem nenhum resultado concreto).

Não existe “Aquecimento Global”

agosto 10, 2013

Por Luis Carlos Molion – UFAL

Canal Livre – Band – 29/7/2013

Canal Livre discute mudanças climáticas (Vídeo)

Quando começou essa ideia sobre o aquecimento global?
O período da crise do petróleo (1976) coincidiu com o aquecimento do oceano atlântico/pacifico, que aumentou consideravelmente a temperatura em 1ºC. Assim como o período mais quente 76-06, ocorreu o aumento da emissão do gás carbônico (CO²).

E o CO² na atmosfera?
Disperso junto com as moléculas de oxigênio e nitrogênio, a atmosfera é bombardeada com a radiação solar que “esquenta” as moléculas que para dispersarem essa energia elas “vibram” ou “giram” e esse movimentos podem colidir com outras moléculas facilitando a dispersão dessa energia “solar” e não esquentam o planeta Terra.

Quem teve desvantagem?
Com o crédito de carbono, a iniciativa fechou a de Chicago e há a tendência da de NY fechar também. A UE foi a que teve maior prejuízo com 200 bilhões de euros em reduções da emissão mas globalmente houve um aumento de 8% e a temperatura global não subiu da mesma forma (nem subiu, esteve estável).

Quem teve vantagem?
Até mesmo as hegemonias petroleiras saem ganhando com a busca de combustíveis alternativos deixam em segundo plano o petróleo. Entretanto nos EUA, com as reservas de xisto que são 3 vezes maiores que a Arábia Saudita (em petróleo), proporcionou o aumento dessa extração desse “combustível” e do gás que preferem usar em termoelétricas que diminuiu as despesas com energia ou seja, se custava 12 dólares por x de MWh, hoje o preço é ¼ disso. Sendo um gás isso reduz a emissão de partículas mas a extração do xisto provoca danos ambientas decorrentes do acúmulo do metano na água tanto em rios como nos lençóis freáticos. Em 2017 poderão exportar.

E o Brasil?
O grande incentivador do bicombustível poderá ter problemas com a extração do petróleo no pré-sal pois se os EUA aumentarem sua extração de xisto e se tornando auto-suficientes, isso significa que não vão comprar petróleo da OPEP e que sendo o maior consumidor farão com que o preço caia, com a queda do preço de 100 dólares pelo barril de petróleo para 60 (exemplo) investir no “pré-sal” é inviável.

E o meio ambiente?
Os humanos são responsáveis por produzirem cerca de 3,5 % de gás carbônico no mundo, ou seja 96,5 % são por causas naturais. Agora estamos no período frio 06-36 após o pequeno período de esfriamento (glacial) global que foi do século XIV até o início do século XX(1920) e do período mais frio do século anterior 1946 até 1976.
As plantas são diretamente influenciadas com a quantidade de CO² na atmosfera e estudos agrícolas indicam que o triplo da quantidade global aumenta em 50% a produção. Hoje a fotossíntese está num dos estágios mais improdutivos e mínimos, se diminuírem mais essa porcentagem (de gás carbônico na atmosfera), as plantas ficam inativas e morrerão. Sempre o início de cada século o período solar é menos intenso.

Não sou mais presidente

agosto 10, 2013

O artigo prolixo de Lula A mensagem da juventude brasileira não me engana mas não quer lembrar que ele já foi presidente antecessor de Dilma por oito anos. De que os problemas (já existentes) foram expostos nas manifestações.

Eu tenho certeza que ele estaria querendo dizer que nós estávamos “cuspindo no prato que comemos” sobre o ótimo governo lá enaltecido e que desvalorizava os “jovens” de agora porque não participaram (impossível) da ditadura militar e das crises das décadas de 80 e 90 (novamente impossível nossa participação) como se fossemos obrigados a fazer uma ”rito de passagem” para depois protestar, como se ele pediu permissão quando ele protestava…

Depois dessa entrevista, Dilma confirmou o que já se sabia: que Lula ainda está no poder. Então é por isso que não vejo muita validade nos artigos de Lula, ele fala como se fosse um mero observador, o que não é a realidade.

Um gancho: o governador Sergio Cabral no dia 18 de julho por volta das 1 hora da manhã propõe reunião urgente sobre segurança nas manifestações (claro o problema bateu na sua porta e perdeu até o sono!). Mas como já se sabia, não existem “manuais”…