Archive for the ‘Sociedade’ Category

O que você vai ser quando crescer?

agosto 23, 2014

Uma questão de não escolher uma profissão quando os outros querem que se faça isso

Vai ter décadas para pensar, até mesmo depois da faculdade e durante o trabalho (não necessariamente nesta ordem)

Vai ter décadas para pensar, até mesmo depois da faculdade e durante o trabalho (não necessariamente nesta ordem)

Entramos num mundo que as escolas, apesar de serem locais de aprendizagem e diversão aparentes, são uma espécie de curso preparatório para nos tornarem socialmente aptos para a inserção no mercado de trabalho. Os cursinhos preparatórios para vestibulares são apenas um dos sinais de que o método educacional é falho, apenas buscando que o candidato absorva uma massa enorme de conhecimento para apenas uma prova que infelizmente sim, mudará toda a vida.

É só fazer uma retrospectiva dos anos e perceberá que nossas pequenas escolhas nos jogaram para destinos, lugares e pessoas totalmente diferentes e que talvez até nos arrependêssemos de termos feito ou que algumas locais de aprendizagem ódio se sente até hoje, apenas fagulhas pois aquelas matérias já esquecemos, se não usamos com frequência.

Na parte profissional então, nem me fale! Podemos ser muitas coisas mas, sempre alguém do nosso convívio nos jogou para algum lugar (ou até nos tirou!) e estamos comemorando ou lamentando por isso.

Para as futuras gerações, aviso o seguinte: invista no maior patrimônio que é você mesmo, sonhe mas não viva em outro mundo pois a realidade derruba o futuro como se sopra o fogo de uma vela, não existe “timming” para saber se sabe ou não o que quer ser: nem no ensino médio, nem no vestibular, nem na própria faculdade! É no trabalho que vai “sentir o drama” e vai topar ou não com aquilo por um considerável investimento de tempo, dinheiro e emocional.

O que acho engraçado são pessoas desistindo no primeiro mês da faculdade dizendo: “não é isso que quero na vida”, como se numa sala de aula mostrasse 100% do que seria a realidade no trabalho. O ensino não tem a velocidade de se atualizar como o “flutuante” mercado de trabalho, tanto é que nascem e morrem profissões cada vez mais rápido, como também a rotatividade de empregos que o indivíduo pode ter durante a vida.

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Os sonhos não envelhecem

junho 14, 2014

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Por Renata Ferreira 

Quando eu era criança e via um idoso imaginava que tivesse mais de cem anos, assim como era comum observar alguém dos seus vinte e poucos anos e pensar que era “infinitamente” mais velho e “maior”.

Depois que algumas primaveras passaram por mim, ou ao contrário, olho para os idosos não como pessoas mais velhas, mas pessoas desgastadas pela vida. Não me interpretem mal, eu escrevi a palavra “desgastada” e é importante que saibam: a vida desgasta.

Não é só o cabelo que se torna branco ou as linhas de expressão que se tornam cada vez mais demarcadas pelo tempo, os sonhos estão sujeitos ao envelhecimento… Sim, pensem nisso, os pensamentos podem envelhecer tanto quanto a pele, ossos e, a força dos sonhos pode se esvair tanto quanto o andar que vai se tornando difícil e vagaroso.

Com o passar dos anos viver tende a se tornar fatigante, ver as mesmas coisas ou ter a sensação de solidão frequentemente se torna um hábito, hábito que dói e talvez por isso os sonhos percam a força e morram.

Depois de algumas primaveras, eu sei que vinte e poucos anos são apenas vinte e poucos anos, assim como sei que idosos não têm necessariamente mais de cem anos. Estranho, mas crianças a meu ver sempre terão a vida inteira pela frente.

Mas então ser idoso é apenas triste e doloroso? Não, ser idoso é o maior desafio que a vida impõe. Você terá de enfrentar o tempo, passar pela fogueira das paixões e ter sonhos revolucionários sujeitos ao esquecimento. Talvez essa parte da perda de sonhos seja a maior dor e a grande tristeza para muitos, mas há exceções. Se os sonhos forem reais e vivos a ponto de passarem pelo moinho do tempo e a crença neles for maior do que se crê na própria vida, aí sim… Eles permanecerão vivos.

Não sejamos medíocres para crer na vida, sejamos grandes e de fato humanos para crer na juventude eterna dos “sonhos”. Sonhos “reais” não envelhecem.

Justin Bieber e o Pós-bullying

abril 26, 2014
Diferenças de estilos, antes e depois...

Diferenças de estilos (de cabelo e de vida) , antes e depois…

Antigamente, aquele cantor mirim com voz aguda e cabelo no estilo tigela, sempre com sorriso no rosto e simpático. Ridicularizado, chamado de babaca, o famoso “biba”, “voz de menina/criança”, “virgem” etc… Sobrou até para a Selena Gomes…Mas ela não foi recebida com uma garrafa de água na testa num show…

Naquela época se me contassem que no futuro bem próximo ele: mudasse de penteado, picharia um muro, fosse expulso de um hotel de luxo, dormiria com prostitutas, usaria drogas, faria racha e fosse preso (mesmo que por pouco tempo), iria rir e nem acreditar que tudo isso aconteceria em um período curto de 2 anos, dentre outros problemas…

Será que sou o único com uma teoria maluca que responde essa questão? Não sou psicólogo, psiquiatra ou psicanalista mas apenas acho que Bieber depositou toda sua frustração desse bullying na própria vida, fazendo de tudo para não corresponder o que os haters falavam antes, parecendo até outra pessoa. Agora sim ele fechou, sendo um grande babaca.

O Subjetivismo no Simbolismo e um quadro não pintado

setembro 25, 2013

Quadro_branco_simbolista

Uma ficção que remonta o passado das vanguardas modernistas europeias, especificamente o simbolismo.

Base Teórica

Os simbolistas procuram saber do interesse particular e individual do que pela visão geral. A visão objetiva da realidade não desperta mais interesse, e, sim, está focalizada sob o ponto de vista de um único indivíduo. Dessa forma, é uma poesia que se opõe à poética parnasiana e se reaproxima da estética romântica, porém, mais do que voltar-se para o coração, os simbolistas procuram o mais profundo do “eu” e buscam o inconsciente, o sonho.

Para interpretar a realidade, os simbolistas se valem da intuição e não da razão ou da lógica. Preferem o vago, o indefinido ou impreciso. O fato de preferirem as palavras névoa, neblina, e palavras do gênero, transmite a ideia de uma Obsessão pelo branco (outra característica do simbolismo) como podemos observar no poema de Cruz e Sousa:

“Ó Formas alvas, brancas, Formas claras De luares, de neves, de neblinas!… Ó Formas vagas, fluidas, cristalinas… Incensos dos turíbulos das aras…

-Wiki

Introdução

Por essa razão do “branco”, a dramaturgia feita em aula se passará numa exposição de artes plásticas no qual um quadro num cavalete é completamente branco, na máxima da pintura simbolista pois, o subjetivismo mostrará nessa quadro a visão particular das pessoas que vem de “dentro” (do inconsciente) então cada um verá algo além do branco.

O enredo ocorre entre um pintor e um crítico de arte, sobre o por que de um quadro “vazio”. A cena ocorre numa exposição de arte em Paris no século XIX, no Salão dos Recusados já que os artistas modernistas se opunham ao modelo da Academia e, portanto, ao Salão de Paris. Com uma tendência de movimento artístico: o simbolismo, esse artista desconhecido e que talvez nunca tivesse existido, apresenta uma novidade para o mundo, que também nunca tiveram coragem de expor, mas o crítico de arte, conservador da Academia irá se opor, e assim se inicia o conflito…

Peça

[Legenda: C – crítico A – artista]

C – (passando pela sala olhando para a classe como se fossem quadros e se depara com o quadro “branco” e indignado fala: – Que coisa é essa?

A- Messe suas palavras, Monsieur! Essa é uma pintura simbolista…[ele é interrompido]

C-(Coloca a mão na cara e dá uma risada sarcástica) tsc Uma pintura?!
Vocês “artistas” (fazendo as aspas com as mãos) acham mesmo que isso é uma arte? Quando seu quadro foi recusado, não acreditamos que teria coragem de expor. Então, o que você acha que fazem com quadros assim? São P-I-N-T-A-D-O-S, sabe, pegar uma tinta e um P-I-N-C-E-L? [mexendo uma das mãos pintando o ar]

A – Me poupe de sua arrogância desse academismo retrógrado e bitolado, de fazer a arte de uma só forma, imitando os antigos como seus paradigmas engessados. Não aguentamos mais essas regrinhas, muitos movimentos estão explodindo pelas ruas de Paris e vocês recusando todos, a Academia não é mais o ápice e sim aqui , no futuro das inovações.

C – Ah, novidades…Uh, e o que tem de novo num belo quadro em B-R-A-N-C-O?

A – Eu sei que na sua visão limitada, preconceituosa apenas vê mas não sente a obra. No nosso caso, no caso simbolista não importa mais a realidade, dessa visão objetiva de que é branco e acabou. Esse medo sobre a novidade eu percebo nos seus olhos, mas nós vemos muito mais que cores, “vemos” sentimentos até mesmo no branco. O branco na realidade é a porta do subconsciente onde cada pessoa verá algo de diferente no mesmo plano. Essa é a nossa máxima: a particularidade do ponto de vista de um único indivíduo buscando o seu “eu” dentro dessa tela. E então, o que o Monsieur vê agora?

C – O que eu vejo? Eu vejo que precisa de mais um detalhe… [pega uma caneta]

A – O que vai fazer?

C – Vou lhe mostrar o que é A-R-T-E! [aproxima a caneta na tela]

A – Nãooooo

Para cada um, cada movimento artístico, esse quadro teria um significado: para os conservadores, uma tela a ser pintada. Para os impressionistas, a luz. Aos expressionistas a melancolia do tédio monocromático. Para os surrealistas uma nuvem. Para os psicodélicos tudo, menos o branco…Talvez por isso esse quadro jamais existiu ou existirá (exceto o Quadrado Negro de Kazimir Malevich do suprematismo de 1915)

O Lugar dos Sonhos

setembro 24, 2013

Cai num lugar, “Sem-nome-sem-lugar”, o limbo onírico onde sou levado para algum tipo de reflexão ou respostas. A primeira vez que me encontro lá estou com um filósofo de arquétipo da antiguidade, com uma túnica branca como sua barba e cabelo. Ele disse que estava lá por respostas mas me questionava infinitamente dizendo que as encontraria dentro de mim. No final eu que obtive conhecimento…

Na segunda vez me reencontro com o mesmo , mas está acompanhado com um homem semelhante apenas superficialmente, pois estavam discutindo a dias. O segundo pelo que entendi era sofista. Estavam num impasse, então o filósofo me perguntava com quem concordava e por quê. Já o sofista me afirmava que ambos falavam alguma verdade mas que cada um mentia, omitindo a verdade. Mas a que motivo então dizer com quem eu concordava ou não? O convencimento estava além da razão…

Na terceira, estou com uma artista, que tinha dois quadros um pronto e outro sendo pintado, ambos influenciavam o ambiente. Mas sempre no mesmo lugar: num banco de uma praça circular com centro com plantas, envolta de prédios altos e amarelos. Então os quadros apresentavam o conceito mas tinha algo a mais, o sentimento…

Na quarta, com um Xamã, que dançava sem musica ou canção parou e me olhou sabendo da minha preocupação. Me respondeu que estava em transe, com aqueles movimentos mudava de sintonia com o universo ou algo além de seu corpo e entrava em contato com outras energias. Me mostrou outras implicações que envolviam a fauna e flora. Então objetos e seres vivos tinham novos significados…

Na quinta, apareceu um homem elegante e idoso que tinha peças, ferramentas, mecanismos e máquinas ao seu redor. Ele me mostrou sua manipulação com aqueles objetos fazendo-os se encaixarem e funcionarem. Desmontando-os e mostrando cada detalhe daquele conhecimento. Física, engenharia, lógica, e tudo mais, além de mim de ser capaz de lembrar mas sabia como e porque funcionava. Mas ai que terminou com essa demonstração, fez com que desaparecessem os objetos, e distorcia o local onde estávamos. Tive controle do ambiente onírico…

Na sexta e última grande interação com aquele mundo, me percorreu um pequeno calafrio pois vi quase todos os pesadelos mas o escuro é que me perturbava. Aquela ansiedade me torturava prevendo alguma coisa aparecendo de algum lugar naquela nuvem densa de escuridão. No caminhar em vão, não percebendo o chão nem o quanto tempo dessa situação, encontrei um espelho. Então nele fitei os olhos no reflexo dos outros olhos, mas quando me olhei por muito tempo para o espelho, o espelho olhou para mim. E percebi que não era um espelho e coloquei a mão, aquele reflexo me acompanhou em movimento mas eu pude tocá-lo e empurrá-lo para dentro. O espelho retangular com moldura começou a dissipar meu reflexo e a bilhar dentro de si. Soltei o quadro e ele começou a crescer até que o local de escuro não existia mais e sim apenas o branco (também comum esse “espaço” nessa “realidade”). Do inverso do espelho, agora pude ver qualquer ser que achasse que visse. Tive controle dos personagens do onírico e portanto o pleno controle.

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Ode ao Nós

setembro 8, 2013

* Em alusão ao poema de Mario de Andrade “Ode ao Burguês”  (mantendo a cacofonia)

Nas passeatas de talvez um novo Brasil
De novos dias, claros com céu anil
O pensamento era um tanto vazio

Futebol, futebol, futebol…

Mas nesse caminho torto
Os jovens estavam passando
Muitos considerados como tontos

Coação, coação, coação…

Não é de surpreender
Que isso ia acontecer
Porém, estávamos questionando o poder

Coerção, coerção, coerção…

Gritávamos algo do tipo:
O Povo unido não precisa de partido!
Confundiram-nos com o vermelho comunismo e repetimos:

Anarquismo, anarquismo, anarquismo…

Depois voaram pedras
E voltaram tiros detrás
E alguns começaram a gritar:

É pra parar, é pra parar, é pra parar…

E ai tudo aconteceu
Ficamos surdos
Projeteis no céu

Não pare de correr, não pare de correr, não pare de correr…

Os prédios se curvaram sobre nós
E a chuva de estilhaços de vidro diante de nós
Uma nuvem espessa no luar, que me senti flutuar

Não coça o olho, não coça o olho, não coça o olho…

Bombas explodindo atrás de nós
Polícias ao nosso redor
Os PM’s dando cassete em nós

Não bate em nós, não bate em nós, não bate em nós…

É uma cilada Bino!

agosto 25, 2013

*Frase proferida no seriado “Carga Pesada” com personagens caminhoneiros Pedro e Bino

A Era Juscelino Kubitschek foi um marco na industrialização do Brasil, por parte da entrada de empresas estrangeiras, de pólos industriais que tinham benefícios fiscais para as indústrias se fixarem nessas regiões e facilitando o adensamento populacional e sua urbanização. Também nessa época foi privilegiado o transporte de caminhões, formando uma grande teia de rodovias tentando ligar todas as regiões desse imenso país.

Recentemente essa escolha crucial se mostra cada vez mais problemática. Em princípio foi para incentivar a indústria automobilística a se fixar e produzir numa escala muito satisfatória (que é compatível até hoje). Todavia, esse sistema de transporte é em curto e médio prazo mais eficiente e barato (custo de implantação) do que os outros, entretanto, esse sistema foi superestimado, valorizado e beneficiado, inibindo os outros. Hoje estamos sofrendo deficiências no fluxo rodoviário e em sua logística. Empresas desse ramo não conseguem lidar com a alta tecnologia nos caminhões e na capacitação de profissionais além de pagarem salários justos. A escolha que está sendo tomada é de reduzir a frota e terceirizar a função.

Ao invés de investir na empresa e lidarem com a responsabilidade total do transporte, contratam caminhoneiros autônomos que ficam responsáveis pelo transporte e custos inerentes da operação. Pela logística falha, é reduzido o tempo de entrega do produto que forçam os caminhoneiros a viajarem sem o devido descanso e alimentação, fazendo com que usem drogas estimulantes (os populares “rebites”) para que passem mais tempo na estrada, que inevitavelmente podem causar acidentes. O caminhoneiro não tem um trabalho “saudável” pois sendo terceirizado tem seu próprio caminhão e pela carga, ganha pouco, dorme quase nada e se alimenta mal.

Hoje a indústria automobilista assim como outras indústrias estão reduzindo a mão-de-obra devido a terceirização e melhoras nos equipamentos que absorvem menos trabalhadores, o que chamamos de desindustrialização. Esse setor não é mais o centro de demanda de funcionários (ainda que hoje tenham muitos colaboradores) essa quantidade tende a se reduzir.

O sindicato teve um grande papel nos direitos trabalhistas melhorando as condições e salários dos operários mas os empresários não vêem com bons olhos a tendência desse controle sindical sobre os trabalhadores, de usarem de métodos prejudiciais de negociação como as paralisações e greves.

A desindustrialização também tem outra consequencia como à descentralização industrial que busca melhores benefícios fiscais e lugares estratégicos (fácil acesso, mão-de-obra barata) para se fixarem, assim como o distanciamento de um sindicato organizado central.

Os portos também sofrem com esses reflexos, antes com o anarco-sindicalismo portuário (década de 20), hoje com os sindicatos centralizados, o custo é alto e os investimentos privados/públicos de infraestrutura (como uma ampliação) ou a abertura de novos portos não são correspondentes com a realidade, tanto que num caso específico a China cancelou a importação de soja do Brasil pois a demora do congestionamento de caminhões que estavam indo para o porto de Santos ultrapassou o tempo limite, revelando uma das deficiências “comuns” desse sistema.

Em suma um assunto muito amplo, rico em variáveis que ficaríamos discutindo horas ou dias seus fatores. E se perguntado ao governo federal, o que está sendo feito ele dirá que está preocupado e que estão fazendo os investimentos necessários ( estamos ouvindo isso à décadas sem nenhum resultado concreto).

Não existe “Aquecimento Global”

agosto 10, 2013

Por Luis Carlos Molion – UFAL

Canal Livre – Band – 29/7/2013

Canal Livre discute mudanças climáticas (Vídeo)

Quando começou essa ideia sobre o aquecimento global?
O período da crise do petróleo (1976) coincidiu com o aquecimento do oceano atlântico/pacifico, que aumentou consideravelmente a temperatura em 1ºC. Assim como o período mais quente 76-06, ocorreu o aumento da emissão do gás carbônico (CO²).

E o CO² na atmosfera?
Disperso junto com as moléculas de oxigênio e nitrogênio, a atmosfera é bombardeada com a radiação solar que “esquenta” as moléculas que para dispersarem essa energia elas “vibram” ou “giram” e esse movimentos podem colidir com outras moléculas facilitando a dispersão dessa energia “solar” e não esquentam o planeta Terra.

Quem teve desvantagem?
Com o crédito de carbono, a iniciativa fechou a de Chicago e há a tendência da de NY fechar também. A UE foi a que teve maior prejuízo com 200 bilhões de euros em reduções da emissão mas globalmente houve um aumento de 8% e a temperatura global não subiu da mesma forma (nem subiu, esteve estável).

Quem teve vantagem?
Até mesmo as hegemonias petroleiras saem ganhando com a busca de combustíveis alternativos deixam em segundo plano o petróleo. Entretanto nos EUA, com as reservas de xisto que são 3 vezes maiores que a Arábia Saudita (em petróleo), proporcionou o aumento dessa extração desse “combustível” e do gás que preferem usar em termoelétricas que diminuiu as despesas com energia ou seja, se custava 12 dólares por x de MWh, hoje o preço é ¼ disso. Sendo um gás isso reduz a emissão de partículas mas a extração do xisto provoca danos ambientas decorrentes do acúmulo do metano na água tanto em rios como nos lençóis freáticos. Em 2017 poderão exportar.

E o Brasil?
O grande incentivador do bicombustível poderá ter problemas com a extração do petróleo no pré-sal pois se os EUA aumentarem sua extração de xisto e se tornando auto-suficientes, isso significa que não vão comprar petróleo da OPEP e que sendo o maior consumidor farão com que o preço caia, com a queda do preço de 100 dólares pelo barril de petróleo para 60 (exemplo) investir no “pré-sal” é inviável.

E o meio ambiente?
Os humanos são responsáveis por produzirem cerca de 3,5 % de gás carbônico no mundo, ou seja 96,5 % são por causas naturais. Agora estamos no período frio 06-36 após o pequeno período de esfriamento (glacial) global que foi do século XIV até o início do século XX(1920) e do período mais frio do século anterior 1946 até 1976.
As plantas são diretamente influenciadas com a quantidade de CO² na atmosfera e estudos agrícolas indicam que o triplo da quantidade global aumenta em 50% a produção. Hoje a fotossíntese está num dos estágios mais improdutivos e mínimos, se diminuírem mais essa porcentagem (de gás carbônico na atmosfera), as plantas ficam inativas e morrerão. Sempre o início de cada século o período solar é menos intenso.

Não sou mais presidente

agosto 10, 2013

O artigo prolixo de Lula A mensagem da juventude brasileira não me engana mas não quer lembrar que ele já foi presidente antecessor de Dilma por oito anos. De que os problemas (já existentes) foram expostos nas manifestações.

Eu tenho certeza que ele estaria querendo dizer que nós estávamos “cuspindo no prato que comemos” sobre o ótimo governo lá enaltecido e que desvalorizava os “jovens” de agora porque não participaram (impossível) da ditadura militar e das crises das décadas de 80 e 90 (novamente impossível nossa participação) como se fossemos obrigados a fazer uma ”rito de passagem” para depois protestar, como se ele pediu permissão quando ele protestava…

Depois dessa entrevista, Dilma confirmou o que já se sabia: que Lula ainda está no poder. Então é por isso que não vejo muita validade nos artigos de Lula, ele fala como se fosse um mero observador, o que não é a realidade.

Um gancho: o governador Sergio Cabral no dia 18 de julho por volta das 1 hora da manhã propõe reunião urgente sobre segurança nas manifestações (claro o problema bateu na sua porta e perdeu até o sono!). Mas como já se sabia, não existem “manuais”…

Occupy All Brazil

junho 25, 2013

Occupy-Verde-Amarelo

(Aproveitando a alusão de Wall Street por motivos análogos)

Este texto foi uma mistura de discursos, resumos de colóquios e conjecturas que partiram das ruas para nossas casas e enfim num papel.

As manifestações finalmente fazem o coração brasileiro bater mais forte além do que os jogos de futebol, nessas curtas semanas de junho as manifestações se multiplicam por todo país e ao mundo também, solidariamente. Quantos de nós se emocionaram ao saber que aquele estereótipo do brasileiro tem sido quebrado a cada protesto? A última gota d’água transbordou o copo… Não há como sustentar a ideia de que só estão questionando as tarifas, mas sim há mais ampla insatisfação que se imagina (ou o que a mídia não consegue mostrar);

[tópicos] as (1) altas tarifas(ok), (2) contra os mega investimentos esportivos (para a Copa do mundo, Olimpíadas, etc),(3) contra a corrupção e impunidade, contra (4) repressão policial, (5) contra a censura/manipulação midiática, (6) contra a PEC 33, 37(ok) e 99,(7) direito de protestar,(8) protestos pedindo melhorias em setores deficitários como na saúde, educação, transporte (dentre outras áreas).

Críticas ao ativismo revolucionário (pró-violência): não é momento adequado pois ainda temos recursos para dialogar com o governo e que eles mudem alguma. Além disso, a violência está muito distante da realidade, muitas tarifas de regiões do Brasil já foram reduzidas (a última a de SP). Também se seguimos uma ordem de manifestações as pacificas e populares e partidárias são as primeiras a ocorrer depois ocorrerá à adesão de sindicatos e posteriormente greves gerais. Se o governo ainda optar em não reagir, ai sim depois de semanas de manifestações, boicotes, etc…o uso da violências mas, não será voltada ao povo ou a policia(que é apenas o braço repressor/controle) mas aos nossos representantes, aos políticos que se esqueceram do seu ofício, ou seja, danos à propriedades publicas e privadas afeta bem menos do que um dano “político”.

Críticas à repressão policial: nas primeiras manifestações e isso volto muito no tempo, em 2004/5 que com a pouca adesão da população apenas os grupos como a Revolta do Buzú e a própria MPL (Movimento Passe Livre) que se originou dessas manifestações que estavam lá e em pouco numero foi fácil o controle dos polícias e de demasiada violência. Não foi diferente nas primeiras manifestações de junho de 2013, bombas de efeito moral, spray de pimenta, gás de lacrimogêneo e balas de borracha eram suas respostas. Na mídias em primeira mão foi entendido essa forte resposta pois supostamente os manifestantes estavam sendo “vândalos”, “baderneiros”, “vagabundos”. Porém posteriormente vários repórteres foram feridos e os veículos de comunicação não poderiam manter o mesmo discurso senão estaria afirmando que seus próprios funcionários eram “bandidos”. A força policial abusou de seu poder, foi necessário o inicio de apurações e sindicâncias além da proibição (sic) das balas de borracha.

Aos manifestantes partidários ‘presentes’: é claro que todos estão convidados aos protestos mas temos que lembrar que o movimento é apartidário, entendemos seu apoio mas não o levante de bandeiras. Muitos de vocês fazem parte das militâncias, células bases desses partidos mas acredito que essa hierarquia está muita verticalizada para a representação de seu partido aqui, estamos juntos à a uma representação da democracia direta que saímos as ruas pois os representantes (em sua maioria) não estão presentes e poucos carregam suas bandeiras na mãos (talvez na camisa). Pensem que quem faz o partido é a militância mas quem faz as manifestações são todos.

O primeiro discurso da presidente foi muito fraco e dos governadores deprimente. Dilma se esqueceu que não é como Lula que só comenta e se esquece que ela é a nossa máxima representação, discursar não mas agir. Já os governadores vão anotar nossas reclamações mas perai, se estamos protestando por isso, isso não é novidade alguma, não sabiam?

Depois no segundo discurso pelo menos foi lançado algo mais concreto do que suas limitações políticas e econômicas não puderam fazer antes, os pactos e a possibilidade dos plebiscitos.

Ronaldo Fenômeno disse que “não se faz copa do mundo com hospitais” ridículo esse comentário mas vamos entender o porquê. Os ingressos para área Vip da copas das confederações não conseguiram vender de inicio para o publico europeu, assim vou chamado o “embaixador” para convencer alguém de lá a comprar, lembrando que estão passando por um crise enorme e há altos índices dívidas e desemprego.

E Joseph Blatter disse dentre outras; “Junto com os estádios há outras construções: rodovias, hoteis, aeroportos… São itens do legado para o futuro. Não é apenas para a Copa do Mundo.” Muita ingenuidade Sr. Blatter… Construímos apenas estádios para o nosso legado o resto citado é “reaproveitado” e também a qualidade que é reduzida.

Também disse Pelé; “Vamos esquecer todas essas manifestações e vamos apoiar a seleção.” Como ele é rei, por que se preocupar com os problemas da plebe?