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Os sonhos não envelhecem

junho 14, 2014

ampulheta do tempo5

Por Renata Ferreira 

Quando eu era criança e via um idoso imaginava que tivesse mais de cem anos, assim como era comum observar alguém dos seus vinte e poucos anos e pensar que era “infinitamente” mais velho e “maior”.

Depois que algumas primaveras passaram por mim, ou ao contrário, olho para os idosos não como pessoas mais velhas, mas pessoas desgastadas pela vida. Não me interpretem mal, eu escrevi a palavra “desgastada” e é importante que saibam: a vida desgasta.

Não é só o cabelo que se torna branco ou as linhas de expressão que se tornam cada vez mais demarcadas pelo tempo, os sonhos estão sujeitos ao envelhecimento… Sim, pensem nisso, os pensamentos podem envelhecer tanto quanto a pele, ossos e, a força dos sonhos pode se esvair tanto quanto o andar que vai se tornando difícil e vagaroso.

Com o passar dos anos viver tende a se tornar fatigante, ver as mesmas coisas ou ter a sensação de solidão frequentemente se torna um hábito, hábito que dói e talvez por isso os sonhos percam a força e morram.

Depois de algumas primaveras, eu sei que vinte e poucos anos são apenas vinte e poucos anos, assim como sei que idosos não têm necessariamente mais de cem anos. Estranho, mas crianças a meu ver sempre terão a vida inteira pela frente.

Mas então ser idoso é apenas triste e doloroso? Não, ser idoso é o maior desafio que a vida impõe. Você terá de enfrentar o tempo, passar pela fogueira das paixões e ter sonhos revolucionários sujeitos ao esquecimento. Talvez essa parte da perda de sonhos seja a maior dor e a grande tristeza para muitos, mas há exceções. Se os sonhos forem reais e vivos a ponto de passarem pelo moinho do tempo e a crença neles for maior do que se crê na própria vida, aí sim… Eles permanecerão vivos.

Não sejamos medíocres para crer na vida, sejamos grandes e de fato humanos para crer na juventude eterna dos “sonhos”. Sonhos “reais” não envelhecem.

Mesada, realmente necessária?

janeiro 20, 2010

É, esse assunto tem muito o que falar mas, para começar eu responderei a pergunta, não, eu nunca tive o interesse de privar minha liberdade financeira mas, veja bem em toda a minha vida jamais tive que desembolsar bastante para comprar algo, porque sempre ouvi: você realmente precisa disso ou espere a temporada, para o preço “despencar”.

Para fazer este post fiquei pesquisando opiniões e procedimentos que envolvam a mesada, já fiquei assustado em ler que “deve-se” introduzi-la quando a criança está começando a aprender a somar e subtrair, por volta dos 6… Cara, nunca imaginei eu nessa idade pensando em dinheiro, acho que essa “inicialização” é para futuros banqueiros xP – nessa idade é para brincar e não ficar contando dinheiro.

Assim quando a criança faz qualquer coisa de errado, ha! Já cortam a mesada. Também nessa idade acho que gastariam em coisas fúteis(doces, bem saudáveis rsrs ai tem que ir para o dentista…), dá dó do porquinho…Além disso estava imaginando, e se ela for “treinada” com algumas falhas e ela começar a ter uma ambição sedenta por dinheiro, por exemplo nesse dialogo: Mãe: – Filho vamos à praia? / Filho: – E quanto isso vai me lucrar? Mas não se preocupe, é hipotético, precisa de uma disposição conveniente dos eventos; conveniência. Assim ele sempre terá conseqüências negativas e positivas.

Será essa a única forma de ensinar a cuidar do dinheiro? Não, tem várias por exemplo: o patriarca dos Rotschild (Mayer Amschel Rostchild) como queria que seus filhos homens continuassem no ramo dele, preparava-os por exemplo, quando um filho pedisse dinheiro, ele “emprestava” o dinheiro para o filho mas, que “devolvesse” deste modo para criar habilidades de negociação, etc… E você viu no que deu.

Outra forma seria de dar trabalhos domésticos que fossem pagos, trabalhos de estágio como um aprendiz mas, nunca coloque-o no topo dos negócios senão vai ser como a Matarazzo.

Também tem dois ‘’pesos’’ que devem ser comparados: Educação e Trabalho. Quando pesados você julgará o melhor, terminar os estudos ou começar a trabalhar, mas isso é cada um por si.