Posts Tagged ‘Educação’

Ensinar e aprender: atos de coragem

novembro 28, 2012

A primeira vez que entrei numa escola e após brincar muito e depois que as aulas começaram a ter mais conteúdo didático, ingenuamente (mas com lógica) pensei que a instituição educacional mostraria a nós (crianças) a sermos pessoas melhores no futuro, com os conhecimentos dados em aula aprenderíamos e usaríamos posteriormente, ou pela profissão ou por diversão ou curiosidade.

A decepção veio bem rápido quando estava na 5ª serie (6º ano), quando muita carga de matérias foram colocadas em um curto prazo de tempo, e questões que começaram a ser não usuais para o cotidiano (sim claro, exatas). Então entrei em contradição com minha premissa, pois os conteúdos aparentemente não me fariam falta então para qual razão estávamos estudando aquilo?

Outra amarga realidade, tudo que construí sobre o que era a educação, desabou, não imaginava que educar no meu ideal era uma utopia e a resposta era: para passar numa prova, prova? Que teste é esse que resume em perguntas e alternativas todo o meu conhecimento que já tive e depois teria num futuro próximo? Para entrar numa faculdade (exatamente diziam que era uma universidade, e que seria no nível USP), me responderam.

Definitivamente foram anos para que hoje eu tivesse uma resposta (como uma pergunta) “adequada” para essa situação e para isso deveria passar nesse exame a fim dessa experiência me trazer informações essenciais para além de saber, sentir o que é essa “passagem”.

Muito bem, se nós estudantes não estudamos por conhecimento mas por apenas “passar numa prova”(como as semestrais) e que após 12 ou mais anos nesse sistema educacional para fazermos uma “última prova” para entrarmos no ensino superior, ironicamente saímos do segundo grau com quase zero de conteúdo e provavelmente foi detectado nas universidade esse sintoma portanto algumas áreas se dedicam quase um ano para “recapitular” as matérias do ginásio quiçá primárias. Então para que serve a escola (no sentido 1º e 2º grau)?

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Idolatria ao Idiotismo

junho 27, 2012

Quem é mais “idiota”: O tolo ou aquele que o segue?

Não sei se vou conseguir sintetizar em apenas um texto os vários desdobramentos sobre o tema. Por exemplo: eventualmente ao usar o termo (mais que merecedor de um post) não posso apenas utilizá-lo como forma pejorativa relacionado a algo que particularmente não gosto, limitaria muito a idéia. É muito fácil a criação de uma relação entre aquilo que não aprecio com um adjetivo negativo, esse artifício é comum porém não convém com a totalidade, apenas se refere a um pedaço. Sempre esquecemos dos antecedentes e daqueles que apóiam, mas como eu em pleno gozo de minha lucidez pude fazer o discernimento e em seguida julgar algo como “idiota”, admitindo um grande número de pessoas que podem dizer o contrário.

Então estando ciente da forma da opinião ser moldada pela perspectiva e conhecimentos, se torna claro que não sou o único capaz de praticá-lo porém estaremos deparados com infinitas formas de chegar na mesma conclusão e também de discordá-la. É realmente chato quando uma conversa se transforma em uma briga de argumentos para descobrir quem está “certo”. Felizmente não se ganham prêmios para quem está “mais correto”, pois isso é insignificante comparado ao que está por de trás dos argumentos: a razão ou emoção?

Independente da escolha, cada qual tem um tipo de influência que afeta tanto o locutor como seu interlocutor, não preciso dar exemplos nem colocá-los em uma balança para demonstrar qual tem um peso mais significativo para a “vitória” mas justamente isso é o problema: de não interessar a “busca da verdade” apenas no zelo do título pseudo-intelectual; de que sabe falar mais, melhor com vários sinônimos e palavras desconhecidas do público comum isso só para deixar tudo mais confuso, numa tentativa de inibir o “adversário” a contra-argumentar.

O Apoio

Disso me faz lembrar do conflito “antigo” (até hoje existe apenas com outro nome) entre os filósofos e sofistas. Parece simples qual “lado” escolher mas em seus debates, não carregariam etiquetas denotando qual seriam suas formações (filosófica/sofistica), o que mostra também uma “deficiência” (não exatamente esta palavra) humana: de não conseguimos acompanhá-los em suas linhas de raciocínio. Então nós incapazes de compreender a totalidade de seus argumentos e muito pior quando prolixos, onde nos baseamos?

Ai que entramos num dos pontos, quando nem os argumentos são “suficientes” para defendermos algo, nos baseamos em fatores que não tem absolutamente nada a ver com o debate ou o contexto.  Os exemplos são milhares, brotam em todos os cantos, entretanto não colocarei nenhum aqui, pois não são importantes. O que é relevante é o dito-cujo de peito inflado, dizendo (ou batendo, outra forma “clássica”) que “eu estou certo e você está errado” sem argumentos é claro. Irônico até acharem dispensáveis de argumentos já que não “precisam”, seus outros fatores tem um peso muito maior, não é mesmo?

Infelizmente o termo “fator” parece vago, vou exemplificar: este ano em que votaremos em pessoas para cargos políticos, uma das melhores formas de escolha seria através da declaração de bens onde são obrigados a publicar e facilmente percebemos quem tem “mansões” que não são compatíveis com suas rendas. Todavia, alguns eleitores encontraram novos fatores, dentre eles você pode imaginar algo relacionado ao partido, a idade, beleza mas convenhamos, o importante não consta nesse fatores mas muitos escolhem a partir deles.

A Defesa

Após a escolha, descendo de um muro que muitos gostam de estar como se fosse um camarote, aproveitando o exemplo anterior; sem os ditos argumentos de quem apóia, estará usando uma base menos confiável e concreta (a opinião) que tem como alicerce um “fator”. Sim a opinião também é falha, pois não está defendo a verdade, nem a ideologia (ainda) apenas um individuo, inflando o peitoril para dizer absolutamente nada; “sim, eu gosto dele/a”, isso é humano, encontrou algo dentro de outro igual e solidariamente o difere dos outros, depois o aprecia e finalmente o apóia. Mas, também é humana sua fé, tal como o fenômeno de “fãs” trazendo em um estágio que conhecemos de fanatismo; a idolatria. Esse é outro ponto, partindo da cegueira da lucidez, as pessoas fazem às vezes o “impensável”. Sumariamente, não tem jeito, fanatismo não pensa.

A defesa também pode ser feita com um ataque, não preciso dizer muito sobre, apenas seria o inverso de suas defesas, se sem argumentos para o próprio apóio são feitos, o que sobraria em seus ataques?

Ideologia

O fanatismo anteriormente mencionado não pode ser apenas relacionado com a ignorância das pessoas. Precisa de “alguém” para pensar por elas que também será influenciado pelo extremismo. Sempre vai existir o “apelo à autoridade” que é estúpido: um fanático continua o mesmo apenas com um destaque, muitas vezes são o que chamam de “intelectuais”. Então este ser passa anos num curso superior, possivelmente vai além com um mestrado ou doutorado para “defender” o mesmo que os leigos o fazem. Pode mudar muito as opiniões, mas infelizmente este fator é forte quiçá dominante.

O pseudo-filósofo

Agora vou complicar mais um pouco quando se usa a filosofia. Aproveitando que a pessoa trabalhe na área, haverá a hierarquia de professor-aluno, o método de ensino, os conteúdos abordados são pessoais ao educador (que desde sempre digo existir a falha na instituição educacional) então, sendo pessoais se baseiam em opinião que são menos “confiáveis” e simplistas (sim o educador não pode ensinar “tudo”), limitados pelo próprio ensino que o bacharelou, está limitado em seus conhecimentos e limitará também para lecionar. Pergunte a um professor o que é um sofista, verá que nenhum irá responder que seria um “ensaio’ de professor; este é o termo não-pejorativo pois eles ensinavam na antiguidade porém limitavam os alunos de inúmeras formas para não serem superados pelos estudante e será que hoje não existe?

Compreendido o ciclo vicioso educacional, quando um fanático se torna um “filósofo” o que acontece?  Se ausente de argumentos, este individuo terá a ousadia de “criá-los” desde um mero paralogismo até o sofismo.  Então, torna um fator (opinião) em “razão” que implica com a verdade. Como acabar com isso? Quebrando o ciclo que infelizmente é pessoal (irônico). O herói estará se deparando com absurdos que preferirá sair em busca da verdade sozinho ou seja não se baseará apenas no ensino com também irá expandi-lo. O herói será um filósofo de fato; que não está interessado em defender pessoas mas em expandir os conhecimentos em busca da sabedoria que diluirá os sofismos e desmitificando os pseudo-filósofos.

Exemplo: o atrito entre Schopenhauer e Hegel.

As Gerações

Não poderia esquecer que na sociedade existe diversas formas de criar os “pimpolhos”, com ou sem dogmas, teístas ou ateus não importa muito o problema que se detecta é uma “memória histórica” que os pais tentam impregnar nas crianças, fazendo elas “viverem” um passado que nunca tiveram ou seja; um mundo paralelo. É possível nessa “carga” serem acrescentado algum tipo de “emoção” que será refletido em seu molde. Todos os pais criam seus filhos a partir de um molde pré-estabelecido pela sociedade que se por acaso isso não ocorra, será marginalizado e excluído pela mesma.

Um desvio óbvio que está acontecendo foi a “desilusão” paternal sobre seus passados, possivelmente pode ter ocorrido de duas formas na mesma época( Guerra Fria / Ditadura Militar): dos avós cercarem a “liberdade” dos futuros pais ou que os pais sentiram um mundo muito “limitante” e que não queriam que ocorresse com seus filhos então, tiveram a idéia de “dar” liberdade total, o que em minha ótica isso significa que os pais se prenderam novamente e seus filhos os consideram como “bancos ou escravos”, o que é essa liberdade a final?

É muito difícil eu dizer  já que não comprei o passado anterior a minha existência para “vivê-lo” mas isso não significa que não existe porém o ambiente não é mais o mesmo então os dito-cujo pais não perceberam a “pequena” mudança da democracia? Estariam então fazendo muito mais que o necessário, dando privilégios aos filhos que jamais tiveram para que? Ah sim, a liberdade, fico admirado pelo ideal construído pelos homens mas para mim é estranha, se imagina como o ápice: pessoas fazendo várias coisas que queriam fazer felizes sem interferências mas, suas escolhas não lhe prendem a tarefas que gostam, que as fazem prisioneiras ao próprio prazer?

A busca da “felicidade” é simplesmente ditada apenas pelo prazer? Este parece o pensamento jovial que o vicia em seus sonhos superficiais, pois a felicidade é passageira, não é fixa a pontos que interligam as pessoas então não só disso a pessoa consegue “viver” então não é que voltamos à ditadura?

Mídia

Ela tem um papel muito importante desde informar à desinformar. É a cultura que aparece por trás da tela e do som. Infelizmente se percebeu com os pontos de audiências que no Brasil cultura é: reality shows, futebol, bundas e peitos. Então houve a revolta, contrariando a própria vontade de assistir a TV muitos decidiram nem chegar perto, usaram o bordão: “ desligue e a TV e leia um livro”. Pois bem, parece não ter surtido o efeito desejado já que os próprios manifestantes não conseguem se desgrudar do televisor de plasma (outra indicação que a mídia venceu).

Como consta no post “Industria Cultural”, vai ser difícil controlar todos as classes do país então a TV fechada seria uma das opções ( que não se compara com a internet) tanto que estão alimentando agora com programas “nacionais”e vamos ver se a idealização governamental funciona.

Prosumer

Significa algo maior que a situação da sociedade (não apenas brasileira) está “sofrendo” com a “Nova Mídia” acompanhada da “contra-reforma” de suas antecessoras tentando controlar seus públicos (o que evidentemente não está surtindo efeito). Infelizmente até a inovação apresenta “recaídas” (ninguém se esquece dos anúncios atrapalhando nosso lazer) não muito grave apenas detalhes que acredito passageiros. Não posso dizer que é uma revolução (gostaria) mas ainda falta muito trabalho. A sociedade não mudou, está trazendo a tradição anterior para novos cômodos o que em minha opinião isso não é bom, pois existe uma nova platéia que simplesmente ignora e volta para seus interesses. Então quem está querendo faturar nesse meio não precisa pensar, a audiência vai mostrar os seus números (e eventuais comentários).

Ainda no mesmo enredo, porém numa ótica nacional:  apesar dessa cultura ser importada dos norte-americanos, muitos tentam reproduzir aquilo como se fosse algo “bom” o empecilho é simplesmente que nós não somos da terra do tio Sam então não estamos acostumados com as novas atitudes assim como a nova  “webetiqueta”

Resultado: Alienação

Com certeza é  um caminho que será traçado por aqueles que caíram nas armadilhas citadas acima dentre muitas outras que infelizmente não mencionei, tentei enxugar o máximo possível, pois sabia que o texto seria muito longo e ai está uma base para futuros pensamento e teses, talvez necessite de alguns reparos.

Como será o futuro da humanidade?

julho 13, 2010

PS:O Post está em construção e é possível que você leitor, o complete também ^^

Essa sim é uma pergunta que queremos saber, alias foi uma curiosidade que todas as gerações tiveram: saber o futuro. E sabemos que não é fácil porque tem muita coisa para se imaginar, vamos como Jack o estripador; em partes.

Tecnologia

Ao passar dos tempos a tecnologia foi bastante usada para nossos confortos, controle remoto é um dos mais conhecidos e assim vai…Já percebemos que em pouco tempo coisas impossíveis já se tornaram realidade, por exemplo, os celulares que tem até TV, capacidades de armazenamentos extremamente grandes em apenas alguns cm², robôs cada vez mais versáteis, armas cada vez mais poderosas, veículos anfíbios, tecnologia e mais tecnologia que não para de evoluir. Ah não vejo a hora de ter carros iguais as do desenho dos Jetsons! Pensando mais um pouco teremos novos lugares para serem habitados, como a sonhada Marte, e até mesmo a Lua.

Medicina

A medicina hoje está em busca da “fonte da juventude” em poucas palavras, um antídoto para o envelhecimento. Novas drogas são testadas para acabar ou tratar doenças como o HIV. A criogenia terá uma nova perspectiva e terá razão de existir. Criação de tecidos, órgão, ossos e corpos inteiros serão usados para “reposição” e transplantes. Ossos poderam ser substituídos por aço cirúrgico e titânio e podemos ser complemente incorporados em um corpo robótico, o sonho da vida eterna! Novas pílulas serão feitas para ajudar no dia-a-dia das pessoas com propriedades energéticas, contra o stress, e acredite terá pílula-refeição. Terá novas doenças que exigiram novas vacinas e antibióticos e tratamentos para saúde humana, animal e vegetal. E pode ser que tenha clones humanos é o mais polêmico e aquelas ideias loucas dos nazistas de raça superior, está também cogitada infelizmente.

Alimentação

Existirá uma substância que aumentará a conservação dos alimentos e novos alimentos serão “criados” como a carne sintética, poderemos criar novos sabores nos alimentos. Os transgênicos serão a maioria, em que pode tornar alimentos com várias propriedades benéficas para nosso organismo.

Educação

A educação pode ter alterações no “método de ensino”, nunca mais terá aulas chatas e improdutivas, os alunos terão como material básico os laptops. Terão uma carga mais pesada para o futuro mercado de trabalho. Para ter adultos saudáveis terão aulas de educação física mais eficientes. As pessoas terão um nível de QI mais alto.

Política

A política terá um papel muito mais pessoal para as pessoas porque ela é importante (e sempre foi) porque os serviços municipais, estaduais e federais serão compridos, as leis não serão apenas letras esquecidas num papel serão feitas para serem realizadas e fiscalizadas. A diferença de hoje para o amanhã será a conscientização de que a população com suas necessidades serão propostas em projetos e aprovadas, a pressão da população nos políticos é crucial para o progresso se eles são nossos representes, e se tiverem um mal desempenho é direito nosso de tirarmos eles do poder.

Mídia

Nos dias atuais estamos todos os dias vendo notícias e mais notícias, em sua maioria são sobre assuntos negativos (tais como crimes, pobreza, injustiça) isso acontece porque os noticiários estão “avisando” as autoridades onde está o problema na comunidade. Muitos espectadores interpretam de forma errada esse sinal e generalizam os fatos como se fosse mais importante do que os assuntos positivos. A mídia nesse caso moldou opiniões, moldou a perspectiva das pessoas. Quem pesquisou a pergunta do título perceberá que a maioria das respostas são pessimistas sobre o futuro. Eu não condeno com o que elas falam ou opinem quero dizer que a Humanidade é muito maior do que aquilo que vemos na TV. A mídia é necessária porque dessa forma provoca uma ação de ajuda. Agora não se esqueça que a mídia não são só noticiários, há diversos programas de vários temas. Agora veja ao seu redor e veja: o que tem alguma influência da mídia, meu palpite seria tudo. Então leitor, muito do que somos é possível considerar parte da mídia somos parte da sociedade, influenciamos e somos influenciados, esse é o futuro da mídia, um paralelo da essência da época.

Frase inspiradora:”Nunca perca a fé na humanidade, pois ela é como um oceano. Só porque existem algumas gotas de água suja nele, não quer dizer que ele esteja sujo por completo.”(Mahatma Gandhi)