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Ode ao Nós

setembro 8, 2013

* Em alusão ao poema de Mario de Andrade “Ode ao Burguês”  (mantendo a cacofonia)

Nas passeatas de talvez um novo Brasil
De novos dias, claros com céu anil
O pensamento era um tanto vazio

Futebol, futebol, futebol…

Mas nesse caminho torto
Os jovens estavam passando
Muitos considerados como tontos

Coação, coação, coação…

Não é de surpreender
Que isso ia acontecer
Porém, estávamos questionando o poder

Coerção, coerção, coerção…

Gritávamos algo do tipo:
O Povo unido não precisa de partido!
Confundiram-nos com o vermelho comunismo e repetimos:

Anarquismo, anarquismo, anarquismo…

Depois voaram pedras
E voltaram tiros detrás
E alguns começaram a gritar:

É pra parar, é pra parar, é pra parar…

E ai tudo aconteceu
Ficamos surdos
Projeteis no céu

Não pare de correr, não pare de correr, não pare de correr…

Os prédios se curvaram sobre nós
E a chuva de estilhaços de vidro diante de nós
Uma nuvem espessa no luar, que me senti flutuar

Não coça o olho, não coça o olho, não coça o olho…

Bombas explodindo atrás de nós
Polícias ao nosso redor
Os PM’s dando cassete em nós

Não bate em nós, não bate em nós, não bate em nós…

Indústria Cultura

junho 27, 2012

Theodor Ludwig Wiesengrund-Adorno

No sistema capitalista o dinheiro está no meio e tudo gira em volta. Se você tem dinheiro, pode fazer se não… Dessa forma, não é “gratuito” então presta o serviço e recebe continuando o ciclo. Uma mídia dependente dos investimentos (propaganda). Então alguém com capital pode manipular o que temos que ver?

O filósofo Adorno tenta explicar o que acontece a sua volta e identifica o que chama de “industria cultural” que:” impede a formação de indivíduos autônomos, independentes, capazes de julgar e de decidir conscientemente.” Fica claro a grande intenção da Indústria Cultural: obscurecer a percepção de todas as pessoas, principalmente, daqueles que são formadores de opinião. Ela é a própria ideologia. Os valores passam a ser regidos por ela. Até mesmo a felicidade do individuo é influenciada e condicionada por essa cultura.

Então os antigos valores humanos haviam sido deixados de lado em troca do interesse econômico. O homem havia perdido a sua autonomia. Em conseqüência disso, a humanidade estava cada vez mais se tornando desumanizada. Em outras palavras, poderíamos dizer que o filósofo contemplava uma geração de homens doentes, talvez gravemente. O que passou a reger a sociedade foi a lei do mercado. Nessa corrida pelo “ter”, nasce o individualismo, que, segundo o nosso filósofo, é o fruto de toda essa Indústria Cultural.

Segundo Adorno, na Indústria Cultural, tudo se torna negócio. Enquanto negócios, seus fins comerciais são realizados por meio de sistemática e programada exploração de bens considerados culturais. Um exemplo disso, dirá ele, é o cinema. O que antes era um mecanismo de lazer, ou seja, uma arte, agora se tornou um meio eficaz de manipulação.

A minha conclusão é que tudo sobe tem que descer, nada durará toda a eternidade, o dinheiro por mais útil que seja não traz felicidade, é uma questão de tempo.