Teoria da Banalidade do Mal

Hannah Arendt num selo

Hannah Arendt num selo

Na verdade não é uma teoria, achei interessante que fosse, foi um termo usado pela filósofa (teórica política alemã) Hannah Arendt em seu livro Eichmann em Jerusalém em seu subtítulo. O livro descreve as sessões do julgamento de Adolf Eichmann e procurando mostrar a “identidade” por trás do nazista.

Na análise podemos perceber que não fez por “mal” mas pelo trabalho, isso significa que seus esforços e eficiência eram profissionais e não ideológicos ou anti-semita, estava cumprindo ordens dos seus superiores (esses sim perversos). Eichmann segundo Hannah não é um “carrasco” mas ainda é o “concretizador” dos ideais perversos de seus superiores como Hitler, Göring , Himmler, etc…

A premissa da “teoria” é válida apenas para indivíduos submissos à ordens de superiores. Desconsideramos também que a filosofa se referia a banalização da morte pois essa vivencia só ocorreria na década de 90 (duas décadas depois de sua morte) com o excesso de mortes televisionadas fazendo o fato se tornar banal.

Com sorriso para a câmera numa das sessões de seu julgamento em Israel

Com sorriso Eichmann olha para a câmera numa das sessões de seu julgamento em Israel

Mas afinal, quem seria Adolf Eichmann? Basicamente foi sua logística que exterminou de milhões no que chamamos hoje de Holocausto, e em sua época “solução final” (Endlösung), conhecido como o executor-chefe do Terceiro Reich.

Mas definitivamente tudo ocorreu por causa da Conferência de Wannsee, uma reunião que foi a primeira discussão sobre a “solução final” feita por integrantes de cargos superiores nazistas de vários departamentos do Estado discutindo como proceder com a burocracia do Estado Alemão poderia não interferir nesse processo.

Busto de Heydrich em um selo comemorativo

Busto de Heydrich em um selo comemorativo

O responsável pela reunião foi Reinhard Heydrich, apelidado de Protektor pelos seus superiores (como Hitler) após fazer uma carnificina em territórios que conhecemos hoje como Checoslováquia em prol do seu controle, disse o Fuhrer : “Ele foi um dos maiores nazis, um homem com coração de ferro, um dos mais implacáveis inimigos daqueles que se opõem a este Reich” (ou seja ele não faz parte da banalidade do mal).

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