O Lugar dos Sonhos

Cai num lugar, “Sem-nome-sem-lugar”, o limbo onírico onde sou levado para algum tipo de reflexão ou respostas. A primeira vez que me encontro lá estou com um filósofo de arquétipo da antiguidade, com uma túnica branca como sua barba e cabelo. Ele disse que estava lá por respostas mas me questionava infinitamente dizendo que as encontraria dentro de mim. No final eu que obtive conhecimento…

Na segunda vez me reencontro com o mesmo , mas está acompanhado com um homem semelhante apenas superficialmente, pois estavam discutindo a dias. O segundo pelo que entendi era sofista. Estavam num impasse, então o filósofo me perguntava com quem concordava e por quê. Já o sofista me afirmava que ambos falavam alguma verdade mas que cada um mentia, omitindo a verdade. Mas a que motivo então dizer com quem eu concordava ou não? O convencimento estava além da razão…

Na terceira, estou com uma artista, que tinha dois quadros um pronto e outro sendo pintado, ambos influenciavam o ambiente. Mas sempre no mesmo lugar: num banco de uma praça circular com centro com plantas, envolta de prédios altos e amarelos. Então os quadros apresentavam o conceito mas tinha algo a mais, o sentimento…

Na quarta, com um Xamã, que dançava sem musica ou canção parou e me olhou sabendo da minha preocupação. Me respondeu que estava em transe, com aqueles movimentos mudava de sintonia com o universo ou algo além de seu corpo e entrava em contato com outras energias. Me mostrou outras implicações que envolviam a fauna e flora. Então objetos e seres vivos tinham novos significados…

Na quinta, apareceu um homem elegante e idoso que tinha peças, ferramentas, mecanismos e máquinas ao seu redor. Ele me mostrou sua manipulação com aqueles objetos fazendo-os se encaixarem e funcionarem. Desmontando-os e mostrando cada detalhe daquele conhecimento. Física, engenharia, lógica, e tudo mais, além de mim de ser capaz de lembrar mas sabia como e porque funcionava. Mas ai que terminou com essa demonstração, fez com que desaparecessem os objetos, e distorcia o local onde estávamos. Tive controle do ambiente onírico…

Na sexta e última grande interação com aquele mundo, me percorreu um pequeno calafrio pois vi quase todos os pesadelos mas o escuro é que me perturbava. Aquela ansiedade me torturava prevendo alguma coisa aparecendo de algum lugar naquela nuvem densa de escuridão. No caminhar em vão, não percebendo o chão nem o quanto tempo dessa situação, encontrei um espelho. Então nele fitei os olhos no reflexo dos outros olhos, mas quando me olhei por muito tempo para o espelho, o espelho olhou para mim. E percebi que não era um espelho e coloquei a mão, aquele reflexo me acompanhou em movimento mas eu pude tocá-lo e empurrá-lo para dentro. O espelho retangular com moldura começou a dissipar meu reflexo e a bilhar dentro de si. Soltei o quadro e ele começou a crescer até que o local de escuro não existia mais e sim apenas o branco (também comum esse “espaço” nessa “realidade”). Do inverso do espelho, agora pude ver qualquer ser que achasse que visse. Tive controle dos personagens do onírico e portanto o pleno controle.

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