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O que você vai ser quando crescer?

agosto 23, 2014

Uma questão de não escolher uma profissão quando os outros querem que se faça isso

Vai ter décadas para pensar, até mesmo depois da faculdade e durante o trabalho (não necessariamente nesta ordem)

Vai ter décadas para pensar, até mesmo depois da faculdade e durante o trabalho (não necessariamente nesta ordem)

Entramos num mundo que as escolas, apesar de serem locais de aprendizagem e diversão aparentes, são uma espécie de curso preparatório para nos tornarem socialmente aptos para a inserção no mercado de trabalho. Os cursinhos preparatórios para vestibulares são apenas um dos sinais de que o método educacional é falho, apenas buscando que o candidato absorva uma massa enorme de conhecimento para apenas uma prova que infelizmente sim, mudará toda a vida.

É só fazer uma retrospectiva dos anos e perceberá que nossas pequenas escolhas nos jogaram para destinos, lugares e pessoas totalmente diferentes e que talvez até nos arrependêssemos de termos feito ou que algumas locais de aprendizagem ódio se sente até hoje, apenas fagulhas pois aquelas matérias já esquecemos, se não usamos com frequência.

Na parte profissional então, nem me fale! Podemos ser muitas coisas mas, sempre alguém do nosso convívio nos jogou para algum lugar (ou até nos tirou!) e estamos comemorando ou lamentando por isso.

Para as futuras gerações, aviso o seguinte: invista no maior patrimônio que é você mesmo, sonhe mas não viva em outro mundo pois a realidade derruba o futuro como se sopra o fogo de uma vela, não existe “timming” para saber se sabe ou não o que quer ser: nem no ensino médio, nem no vestibular, nem na própria faculdade! É no trabalho que vai “sentir o drama” e vai topar ou não com aquilo por um considerável investimento de tempo, dinheiro e emocional.

O que acho engraçado são pessoas desistindo no primeiro mês da faculdade dizendo: “não é isso que quero na vida”, como se numa sala de aula mostrasse 100% do que seria a realidade no trabalho. O ensino não tem a velocidade de se atualizar como o “flutuante” mercado de trabalho, tanto é que nascem e morrem profissões cada vez mais rápido, como também a rotatividade de empregos que o indivíduo pode ter durante a vida.

Ensinar e aprender: atos de coragem

novembro 28, 2012

A primeira vez que entrei numa escola e após brincar muito e depois que as aulas começaram a ter mais conteúdo didático, ingenuamente (mas com lógica) pensei que a instituição educacional mostraria a nós (crianças) a sermos pessoas melhores no futuro, com os conhecimentos dados em aula aprenderíamos e usaríamos posteriormente, ou pela profissão ou por diversão ou curiosidade.

A decepção veio bem rápido quando estava na 5ª serie (6º ano), quando muita carga de matérias foram colocadas em um curto prazo de tempo, e questões que começaram a ser não usuais para o cotidiano (sim claro, exatas). Então entrei em contradição com minha premissa, pois os conteúdos aparentemente não me fariam falta então para qual razão estávamos estudando aquilo?

Outra amarga realidade, tudo que construí sobre o que era a educação, desabou, não imaginava que educar no meu ideal era uma utopia e a resposta era: para passar numa prova, prova? Que teste é esse que resume em perguntas e alternativas todo o meu conhecimento que já tive e depois teria num futuro próximo? Para entrar numa faculdade (exatamente diziam que era uma universidade, e que seria no nível USP), me responderam.

Definitivamente foram anos para que hoje eu tivesse uma resposta (como uma pergunta) “adequada” para essa situação e para isso deveria passar nesse exame a fim dessa experiência me trazer informações essenciais para além de saber, sentir o que é essa “passagem”.

Muito bem, se nós estudantes não estudamos por conhecimento mas por apenas “passar numa prova”(como as semestrais) e que após 12 ou mais anos nesse sistema educacional para fazermos uma “última prova” para entrarmos no ensino superior, ironicamente saímos do segundo grau com quase zero de conteúdo e provavelmente foi detectado nas universidade esse sintoma portanto algumas áreas se dedicam quase um ano para “recapitular” as matérias do ginásio quiçá primárias. Então para que serve a escola (no sentido 1º e 2º grau)?