”FAQ” das Manifestações

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Aparentemente em tom de humor este post mas surgiram algumas perguntas no meios das manifestações… Será minha posição e apesar de grupos mencionados, não respondo por eles apesar de conhecê-los em questões de causa e efeito.

Quando vai acabar as manifestações?
Nunca seria uma palavra forte, quando as exigências forem compridas ou houver algum sinal de mudança teremos que mudar o sentido do protesto. Para mim foi um desperdício fazer uma manifestação só para comemorar a revogação do aumento da tarifa, eu entendo a posição de vitória do MPL mas ainda há muito para se conquistar (dentro do própria causa do movimento), fora dela também temos que entender que ficar fazendo várias manifestações que diluem os participantes, fazendo essa divisão tem que estar em mente e nas ruas o que estão fazendo lá, deixar com uma passeata “padrão” já não é o bastante para chamar as pessoas para ruas, quando houver uma questão selecionada fica mais fácil no sentido de “identificação”(adesão) do propósito das pessoas nesse protesto.
Sobre protestos específicos como os dos “mega” gastos em “mega” eventos do esporte, eu imagino que não irão acabar tão cedo. Em pouco número e em locais apropriados (perto dos estádios) estarão presente para mostrar essa voz rouca, delas eu espero ver em 2016 pois os gastos continuam.
Apesar de minha imaginação prever o esfriamento, a mídia dará o início precoce, diminuindo o tempo de mostrarem esses protestos, além disso há uma tendência a mostrar o vandalismo e abuso policial, dessa forma as manifestações pacíficas e de número reduzido simplesmente não existem pelos olhos da TV.

E sobre os protestos contra/sobre “tudo”?
Esse termo pejorativo usado para diminuir a importância das manifestações num primeiro plano ou seja usado pela mídia como forma secundária de insulto, veio aparecer posteriormente dentro dos protestos supostamente afirmando que muitos que formam o corpo dela “não sabiam o que estavam fazendo lá” e que protestavam por “qualquer coisa” ou “tudo”.
Eventos assim, o último de peso foi aproximadamente 20 anos com o Impeachment do Collor, poderíamos estar à multidão em êxtase em vivenciar algo que pelo menos a juventude queria saber como é, essa curiosidade é grande dado que metade dos participantes não participaram de eventos assim. Mas não estavam tão ingênuos para serem massa de manobra e nem tão espertos para protestos com mais conteúdos e discursos (do que eu senti falta) mas foi clara a iniciativa e continuação dos protestos como o MPL aconselhou: autônomo, apartidário, horizontal.

Não tem porta-voz?
O conselho do MPL continuou nesse sentido, a horizontalidade do movimento tira a necessidade de um “líder” e todos estão por um ou vários motivos. Apesar das caras pintadas e mascaras, a manifestação não tem cara nem discurso.

A Greve Geral do dia 1º de julho?
A 96 anos atrás no mesmo mês ocorria um Grande Greve mas com apoio dos sindicatos e apoio ideológico anarquista. Vamos ver o vai ocorrer nesta de 2013, porque agora parece que não podem mais aceitar isso pois houve denuncias de que os organizadores seria de ultra-direita, etc…

E os anarquistas nas manifestações?
Quando o bloco negro passou, os leigos patriotas nesses protestos gritavam: “sem partido” e devolviam e tom irônico: “anarquismo”. Sim foram hostilizados pela maioria por acreditaram que os símbolos eram relacionados à desordem e que também não deveriam estar lá por carregarem a “ideologia” mas como resposta poderia se afirmar que carregar as bandeiras e cantar o hino nacional seria de origem patriota e depois nacionalista e num extremismo para o fascismo.

Reacionários, nacionalistas e fascistas nos protestos?
Seguindo esse raciocínio, podem ocorrer esses extremismos. O modelo de protesto do MPL fechou vários buracos mas abriu brechas, com o êxtase dos manifestantes, histeria grupal e pensamento coletivo ocorreu esses excessos dos manifestantes.

O que sobrou dos partidos?
Bandeiras partidas. Cenas torpes, desnecessárias mas não foi por causa de conspirações de partidos opostos dessas lutas nas ruas, foi algo mais simples: do apartidarismo dentro dos protestos e mais a insatisfação política com crescente ufanismo (e também aforismo), o apartidarismo se tornou “antipartidarismo” depois os mais nervosos começaram os quebra-quebras de bandeiras e queimar ou rasgar as mesmas em seguida.

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