Occupy All Brazil

Occupy-Verde-Amarelo

(Aproveitando a alusão de Wall Street por motivos análogos)

Este texto foi uma mistura de discursos, resumos de colóquios e conjecturas que partiram das ruas para nossas casas e enfim num papel.

As manifestações finalmente fazem o coração brasileiro bater mais forte além do que os jogos de futebol, nessas curtas semanas de junho as manifestações se multiplicam por todo país e ao mundo também, solidariamente. Quantos de nós se emocionaram ao saber que aquele estereótipo do brasileiro tem sido quebrado a cada protesto? A última gota d’água transbordou o copo… Não há como sustentar a ideia de que só estão questionando as tarifas, mas sim há mais ampla insatisfação que se imagina (ou o que a mídia não consegue mostrar);

[tópicos] as (1) altas tarifas(ok), (2) contra os mega investimentos esportivos (para a Copa do mundo, Olimpíadas, etc),(3) contra a corrupção e impunidade, contra (4) repressão policial, (5) contra a censura/manipulação midiática, (6) contra a PEC 33, 37(ok) e 99,(7) direito de protestar,(8) protestos pedindo melhorias em setores deficitários como na saúde, educação, transporte (dentre outras áreas).

Críticas ao ativismo revolucionário (pró-violência): não é momento adequado pois ainda temos recursos para dialogar com o governo e que eles mudem alguma. Além disso, a violência está muito distante da realidade, muitas tarifas de regiões do Brasil já foram reduzidas (a última a de SP). Também se seguimos uma ordem de manifestações as pacificas e populares e partidárias são as primeiras a ocorrer depois ocorrerá à adesão de sindicatos e posteriormente greves gerais. Se o governo ainda optar em não reagir, ai sim depois de semanas de manifestações, boicotes, etc…o uso da violências mas, não será voltada ao povo ou a policia(que é apenas o braço repressor/controle) mas aos nossos representantes, aos políticos que se esqueceram do seu ofício, ou seja, danos à propriedades publicas e privadas afeta bem menos do que um dano “político”.

Críticas à repressão policial: nas primeiras manifestações e isso volto muito no tempo, em 2004/5 que com a pouca adesão da população apenas os grupos como a Revolta do Buzú e a própria MPL (Movimento Passe Livre) que se originou dessas manifestações que estavam lá e em pouco numero foi fácil o controle dos polícias e de demasiada violência. Não foi diferente nas primeiras manifestações de junho de 2013, bombas de efeito moral, spray de pimenta, gás de lacrimogêneo e balas de borracha eram suas respostas. Na mídias em primeira mão foi entendido essa forte resposta pois supostamente os manifestantes estavam sendo “vândalos”, “baderneiros”, “vagabundos”. Porém posteriormente vários repórteres foram feridos e os veículos de comunicação não poderiam manter o mesmo discurso senão estaria afirmando que seus próprios funcionários eram “bandidos”. A força policial abusou de seu poder, foi necessário o inicio de apurações e sindicâncias além da proibição (sic) das balas de borracha.

Aos manifestantes partidários ‘presentes’: é claro que todos estão convidados aos protestos mas temos que lembrar que o movimento é apartidário, entendemos seu apoio mas não o levante de bandeiras. Muitos de vocês fazem parte das militâncias, células bases desses partidos mas acredito que essa hierarquia está muita verticalizada para a representação de seu partido aqui, estamos juntos à a uma representação da democracia direta que saímos as ruas pois os representantes (em sua maioria) não estão presentes e poucos carregam suas bandeiras na mãos (talvez na camisa). Pensem que quem faz o partido é a militância mas quem faz as manifestações são todos.

O primeiro discurso da presidente foi muito fraco e dos governadores deprimente. Dilma se esqueceu que não é como Lula que só comenta e se esquece que ela é a nossa máxima representação, discursar não mas agir. Já os governadores vão anotar nossas reclamações mas perai, se estamos protestando por isso, isso não é novidade alguma, não sabiam?

Depois no segundo discurso pelo menos foi lançado algo mais concreto do que suas limitações políticas e econômicas não puderam fazer antes, os pactos e a possibilidade dos plebiscitos.

Ronaldo Fenômeno disse que “não se faz copa do mundo com hospitais” ridículo esse comentário mas vamos entender o porquê. Os ingressos para área Vip da copas das confederações não conseguiram vender de inicio para o publico europeu, assim vou chamado o “embaixador” para convencer alguém de lá a comprar, lembrando que estão passando por um crise enorme e há altos índices dívidas e desemprego.

E Joseph Blatter disse dentre outras; “Junto com os estádios há outras construções: rodovias, hoteis, aeroportos… São itens do legado para o futuro. Não é apenas para a Copa do Mundo.” Muita ingenuidade Sr. Blatter… Construímos apenas estádios para o nosso legado o resto citado é “reaproveitado” e também a qualidade que é reduzida.

Também disse Pelé; “Vamos esquecer todas essas manifestações e vamos apoiar a seleção.” Como ele é rei, por que se preocupar com os problemas da plebe?

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