E se Sócrates não fosse ao julgamento?

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Essa seria uma “versão” em que o filósofo se recusaria a ir, para não prestar defesa já que “não aceitava as acusações” (de não acreditar nos costumes e nos deuses gregos; unir-se a deuses malignos que gostam de destruir as cidades; corromper jovens com suas idéias). Isso se opõe a realidade, mas ocasiona dúvida da necessidade de estar presente no julgamento (tanto fútil como injusto) se as próprias acusações entram em conflito, qual seria a extensão desse problema? Mais problemática quando Sócrates é condenado, como pode acontecer?

É muito difícil estar num julgamento aonde você não chega nem perto de ser um suspeito, das acusações serem superficiais para defender o maldito ego sofista, os acusadores parecem estar satisfeitos em levar alguém que por eles (independente do julgamento em seguida) “já” estava condenado. Isso não passa de um teatro, que a burocracia e normas devem realizar porém em seu interior estão fazendo errado, existe o paralogismo e muito pior fora, onde os sofistas de cabeça erguida comemorando a “vitória”. Não existe diferença entre os denunciantes, são fantoches o passado nem o presente importa ( por isso de seu esquecimento na história) era apenas alguém para oficializar as denúncias sem ter um “dedo” sofista, por isso as infrações entram em conflito, qualquer “coisa” que falassem seria usado contra o filósofo. Eles sabem muito bem que com a verdade não há argumentos por isso dessa cena toda, simplesmente ridículo.

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Por isso de minha versão, independe de estar presente ou não, o julgamento seria feito, e condenado. Estava tudo armado contra o Sócrates e para seus discípulos? Eles poderiam criar uma grande revolta poderiam também se desiludir e voltarem “a caverna”, mas Sócrates vivia, não deixou que seus discípulos cometessem o erro que os sofistas estavam querendo para darem ao paralogismo uma referência: que não concordavam com a condenação e lutarem por isso porém a armadilha estava no Sócrates. Podemos dizer que o filósofo era a personificação da humildade, do bom senso e da verdade, ela pode ser condenada, presa, reprimida, censurada, escondida mas jamais apagada. Tentar mudar o resultado da condenação, reavaliar a situação seria pior que a próprio veredito, seria confirmar que o homem não acredita na verdade e que a filosofia é efêmera e é tão debilitada como o organismo exposto ao veneno.

Sócrates sarcástico como sempre, zombava da morte não tinha medo de criar uma nova fase na filosofia e na história sua morte não representa o fim mas a transformação de seus ensinamentos em verdades que ficaram marcadas pelas areias do tempo. A filosofia continuaria avançando pelos séculos e a verdade continuaria apesar do mundo ser envolvido em uma esfera complexa de sofismo, paralelismo e verdades.

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