O resumo de filosofia que se tornou filosófico

Em um pequeno trabalho (monografia) encaminhado para os alunos, resumir capítulos aleatórios do livro “Convite à Filosofia- Chauí” tornou-se repetitivo pelas explicações homologas fazendo um resumo algo muito dispensável porem para descumprir o objetivo devido as suas circunstancias o resumo se tornou numa resenha do capitulo, deixando-o mais interessante. Entretanto até mesmo a resenha se transformou, já que superou a expectativa desse formato que se expandiu dos temas propostos e/ou discutidos trazendo novos e recentes, analisando e sintetizando todo o material fazendo ele mais completo do que o objetivo proposto: a síntese do capitulo.

Não poderia entregá-lo assim mas também fazê-lo seria inútil. Boicotamos a fim de favorecer ambos os lados; do professor que receberia um trabalho que estava superando o propósito do livro e dos alunos que de todos do grupo apenas um estava interessado porem sua nota não refletiria seus esforços em busca de algo maior do que um resumo ou resenha e do próprio livro.

O ensaio incompleto permanece esquecido…Até agora.

Introdução

Através do livro convite à Filosofia (Marilena Chauí) iremos  brevemente resumir os capítulos 7 e 11 com possíveis comentários em vermelho.

Paradoxos na Sociedade

A duvida é: ser estudante é um emprego? Os alunos estão fadados a estarem nas salas de aula cumprindo sua função mas apenas isso? Então a sociedade estaria certa em dizer “estudante estuda, não faz política”? Poderia ser esse o paradoxo; pois segundo Aristóteles somos “animais políticos” vivemos todos os dias assim porem apenas a frente saberemos o que é política. Atualmente na USP é perceptível estas idéias: de boicotes tratados como “greves” e “atividades político-partidárias” dentro do campus serem um “direito” por lei. Então fazer política são para poucos (profissionais) ou para todos?

Observamos a palavra “política”, percebemos o ato de administrar o Estado atualmente pelos políticos ou seja uma organização moderna governamental. Outro significado possível se refere ao conjunto de normas de uma gestão (por exemplo, a política escolar que interfere em todo funcionamento dessa instituição). E ainda resta o sentido pejorativo da palavra, pela qual questiona esse ato como algo ilegítimo e que por meios duvidosos obtém benefícios perante a lei (isso porque desde a época de Maquiavel a frase: “os fins justificam os meios” foram má interpretadas e generalizadas). Portanto, política seria a relação de pessoas envoltas em poderes que ocasionam mudanças, tanto no âmbito pessoal como coletivo e também com conseqüências positivas e/ou negativas. (a corrente filosófica anarquista questiona justamente a estrutura estatal pois ela não seria favorável em solucionar conflitos de forma impessoal além de se beneficiar com o “poder repressivo” pelo qual perpetuar seu controle).

Um exemplo mostrado por Chauí foi em 1993 durante o pedido de não-suspensão dos direitos políticos do ex-presidente, Fernando Collor de Mello e por todos os “cantos” só teria sua dignidade preservada se o julgamento do pedido não fosse um “julgamento político”; então os três poderes (executivo, legislativo e judiciário) não podem fazer parte da política e que o STF não poderia julgar politicamente.(?)( A greve dos policiais na Bahia  causou varias duvidas da real finalidade que por sua paralisação simplesmente a população ficou sem sua segurança então foi questionado se a greve nessa instituição não seria algo arriscado e perigoso porem não se questiona ações cometidas pelos mesmo ou seja: o poder repressivo está ciente que seu ato pode ser prejudicial à população e que como o fim do mesmo o Estado perde a razão e os próprios repressores questionam a posição do governo)

A invenção da Política

A “invenção” da política tem a função de solucionar conflitos evitando “a guerra total”. Estabelecendo ao ser humano direitos e deveres enquanto sociedade. E a própria cisma começa ao se discutir interesses conflitantes que almejam o bem comum de seus membros e de como evitar os prejuízos e benefícios?

A mídia favorece a posição pejorativa da política pelo qual a maioria da população se aliena e/ou começa a criar “esperanças utópicas políticas” e se depois se descontentam com o Estado

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2 Respostas to “O resumo de filosofia que se tornou filosófico”

  1. Elusa Says:

    great information, i’m going to recommend it to all my friends.

  2. Caline Says:

    interesting discussion

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