Pessoas com doenças mentais nas prisões, tratar ou prender?

Esse assunto é polêmico porque quando uma pessoa com problemas mentais comete um crime ela irá automaticamente para a prisão cumprir a pena e está errado na forma de tratar essa pessoa porque ela deveria estar fazendo tratamento, e na prisão não existe essa possibilidade, também não existe porque quem pagaria os impostos para que um criminoso que, por exemplo, matou um parente se trate nunca clinica com seu próprio dinheiro?

Esse assunto é delicado é oculto provavelmente você leitor ouviu falar nesse assunto pouquíssimas vezes e nunca sentiu interesse em debatê-la, e nem eu. Infelizmente o que está acontecendo com essa “despreocupação” é o simples fato do doente mental não ser tratado, comete um crime e vai para a prisão sai e reincide o crime e é um ciclo que não acaba. E se interessou pelo assunto siga o link: http://psychservices.psychiatryonline.org/cgi/content/full/49/4/483

Outro assunto e mesma história, ex-detento voltando à sociedade

Voltando a parte do imposto que pagamos, na segurança uma solução seria usar o capital para melhorar o sistema (que envolta todo esse processo). Alias um projeto que você deve ter ouvido falar o Projeto Começar de Novo, que: “compõe-se de um conjunto de ações voltadas à sensibilização de órgãos públicos e da sociedade civil com o propósito de coordenar, em âmbito nacional, as propostas de trabalho e de cursos de capacitação profissional para presos e egressos do sistema carcerário, de modo a concretizar ações de cidadania e promover redução da reincidência.”

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) realiza campanha institucional destinada a sensibilizar a população para a necessidade de recolocação, no mercado de trabalho e na sociedade, dos presos libertados após o cumprimento de penas. A campanha, de utilidade pública, será veiculada gratuitamente em emissoras de rádio e televisão e no portal do CNJ (http://www.cnj.jus.br/). A campanha denominada “Começar de Novo” conta a história fictícia de Marcos que foi preso por furto e pagou sua dívida com a sociedade após 6 anos na prisão e conclama “Antes de atirar a primeira pedra, é importante saber que ele pagou sua pena e a única coisa que ele quer é uma segunda chance”.

Justificativa: Segundo dispõe o artigo 1º da Lei nº 7.210/84 a execução penal tem por objetivo efetivar as disposições de sentença ou decisão criminal e proporcionar condições para a harmônica integração social do condenado e do internado.

Conquanto não tenhamos no Brasil estudos precisos sobre a taxa de reincidência, em seu sentido amplo, os mutirões carcerários têm evidenciado um contingente significativo de pessoas com mais de um processo nas varas criminais e nas varas de execução penal, indicando ser alto o índice de reincidência, compatível com levantamentos que a fixam entre 60 e 70%.

Taxas de reincidência altas têm reflexo direto na segurança publica, e a sua redução, dentre outras medidas, passa pela implementação de programas consistentes de ressocialização.

Destaque-se que, além do caráter preventivo e punitivo, a execução penal dever também proporcionar condições para a harmônica integração social das pessoas encarceradas.

Nesse contexto, evidencia-se a necessidade da integração de órgãos do poder público e da sociedade civil no processo de execução da pena, compreendida esta em suas funções preventiva, punitiva e de reinserção social.

Lido os trechos, eu espero que tudo que esteja sendo proporcionado para os ex-detentos seja uma segunda chance mesmo, não espero que haja uma terceira ou quarta chance porque o projeto estaria moralmente acabado. Mas a sociedade em que estamos não está totalmente conformada com essa situação porque há um preceito que o ex-detento volte para o crime dentro do projeto, e o mesmo estaria num péssimo ambiente de trabalho em que ninguém confiaria nele em suma ele estaria entre a cruz e a espada.

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